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Novas sementes impulsionam resiliência do milho na África



A produção média de milho etíope superou 10 milhões de toneladas



A produção média de milho etíope superou 10 milhões de toneladas – Foto: Leonardo Gottems

A Etiópia entra em 2025 com uma mudança relevante em sua estratégia agrícola ao liberar a comercialização de novas variedades de milho capazes de enfrentar pragas recorrentes e períodos prolongados de seca, desafios que vêm se intensificando com a instabilidade climática. A decisão ocorre em um contexto de busca por maior segurança alimentar e de redução das perdas enfrentadas pelos produtores, sobretudo em regiões mais vulneráveis.

O país tornou-se o quarto do continente africano a autorizar o cultivo comercial de variedades de milho geneticamente modificadas associadas ao Projeto TELA, iniciativa conduzida em parceria público-privada e voltada ao aumento da resiliência da produção de grãos na África subsaariana. Pesquisadores envolvidos apontam que as novas sementes podem elevar a produtividade em até 60% em relação aos materiais convencionais, além de reduzir danos causados por insetos e a dependência de defensivos agrícolas.

Dados da FAO indicam que a produção média de milho etíope superou 10 milhões de toneladas entre 2019 e 2023, acompanhada pela expansão da área plantada. O crescimento tem sido atribuído à adoção de sementes melhoradas, práticas agronômicas mais eficientes e maior apoio técnico. Projeções do USDA sugerem que a aprovação das variedades TELA pode impulsionar uma safra recorde no ciclo 2025-26, ao mesmo tempo em que o consumo interno segue em alta, tanto para alimentação humana quanto para ração animal.

Estudos climáticos reforçam a importância dessa estratégia. Análises do CGIAR apontam mudanças significativas no regime de chuvas e aumento das temperaturas médias nos próximos anos, fatores que tendem a afetar diretamente a produção e a comercialização do milho. A expectativa é que as novas variedades contribuam para mitigar esses riscos, especialmente em áreas como o Vale do Rift, onde pragas e estiagens têm impacto direto sobre a renda dos agricultores.

 





Fonte: AGROLINK

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