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Navio oceanográfico irá para estaleiro, diz presidente da APS


O presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, disse que o navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard, que adernou na noite desta sexta-feira (13) no cais do Parque Valongo, será retirado e levado a um estaleiro para recuperação. De acordo com o dirigente, a ideia é contar com o apoio de empresas parceiras do Porto de Santos nessa empreitada. “Se a recuperação completa não for possível, parte dele será preservada no Parque Valongo. O Porto de Santos, por ser uma empresa pública, não pode pagar diretamente, mas pode chamar as empresas parceiras”.

O navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard adernou na noite desta sexta-feira (13) no cais do Parque Valongo. O navio está atracado em Santos desde 2008.

Equipes de emergência da Autoridade Portuária de Santos (APS) estiveram no local e constataram que o navio não representa risco à navegação no canal do Porto.

De acordo com testemunhas, a embarcação começou a inclinar e chocou-se com as grades do costado. Não houve feridos. A amarração do navio foi reforçada.

O navio é um ícone da oceanografia brasileira lançado ao mar pela Universidade de São Paulo (USP). O nome Prof. W. Besnard é uma homenagem ao primeiro diretor do Instituto da USP que, desde 1958, trabalhava para que a universidade tivesse o seu próprio navio.

O navio chegou ao Brasil em agosto de 1967. Navegou mais de 3 mil dias e durante os primeiros 23 anos navegou sem interrupções. Foram centenas de viagens científicas, sendo seis para a Antártica.

Atracado desde 2008 no Porto de Santos, o navio foi cedido pela USP para o município de Ilhabela. Em julho do ano passado, a Justiça determinou que a Prefeitura da cidade do Litoral Norte desmontasse o navio por falta de condições para navegar. Mas, após uma audiência conciliatória, junto ao Ministério Público, a decisão foi suspensa e o navio passou a ser responsabilidade do Instituto do Mar.A Marinha do Brasil instaurou Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para apurar as causas e possíveis responsáveis pelo acidente com o navio Professor W. Besnard, no Cais do Valongo, na noite dnesta sexta-feira (13). Por intermédio da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), em Nota Oficial, a Marinha informou que tomou conhecimento do adernamento da embarcação por volta das 19h30. “Duas equipes de militares peritos da CPSP foram prontamente acionadas e estiveram no local pela água e por terra, constatando que o navio se encontrava assentado ao leito e permanecia amarrado ao cais, não oferecendo risco iminente à navegação”.

O comunicado registra, ainda, que “não houve vítimas ou poluição hídrica” (leia a íntegra da nota). Equipes de emergência da Autoridade Portuária de Santos (APS) também estiveram no local e constataram que o navio não representa risco à navegação no canal do Porto. A amarração do navio foi reforçada, porém, partes dos mastros caíram e metade do navio afundou. De acordo com testemunhas, a embarcação começou a inclinar e chocou-se com as grades do costado.

ABANDONO

O navio oceanográfico Professor Wladimir Besnard está atracado em Santos desde 2008. Apesar da enorme contribuição que deu para as pesquisas oceanográficas brasileiras, incluindo seis viagens à Antártica, por exemplo, a embarcação está abandonada. Chegou ao Brasil em agosto de 1967. Navegou durante durante mais de 20 anos, com centenas de viagens científicas. Foi lançado ao mar pela Universidade de São Paulo (USP) com o nme que homenageia o primeiro diretor do Instituto Oceanográfico da USP: desde 1958, o professor Besnard trabalhava para que a universidade tivesse o seu próprio navio.

Depois, foi cedido ao município de Ilhabela. Em julho do ano passado, a Justiça determinou que a Prefeitura da cidade do Litoral Norte desmontasse o navio por falta de condições para navegar. Mas, após uma audiência conciliatória, junto ao Ministério Público, a decisão foi suspensa e o navio passou a ser responsabilidade do Instituto do Mar (IMar).

O processo de abandono se acelera. Primeiramente, em uma série de confusão relacionada ao nome do órgão responsável, pois IMar também é a nomenclatura de uma área do campus Baixada Santista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-BS), que nada tem a ver com a embarcação. Há, ainda, o Instituto Mar, com o qual a reportagem do Jornal da Orla fez contato e que também não responde pela embarcação.



Fonte: Jornal Da Orla

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