O ambientalista Condesmar Fernandes de Oliveira foi encontrado morto em seu apartamento em Santos, no litoral de São Paulo. Ele tinha 68 anos. A morte foi confirmada por pessoas próximas e repercutiu entre organizações e militantes ligados às causas socioambientais da Baixada Santista.
Condesmar era considerado um dos nomes históricos do movimento ambientalista na região. Ao longo de décadas, participou de mobilizações, debates públicos e iniciativas voltadas à defesa do meio ambiente, das condições de vida da população e das vítimas de danos ambientais. Sua atuação também se estendia a movimentos educacionais, culturais e sociais em Santos e em outras cidades da Baixada Santista.
Ele era membro do Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo, o Consema-SP, onde representava as entidades ambientais da Baixada Santista. Também coordenava a Rede Caiçara Ecossocialista e havia presidido o Movimento de Defesa da Vida, organizações voltadas à mobilização social e à discussão de políticas ambientais.
A trajetória de militância começou ainda nos anos 1970. Desde 1976, Condesmar integrava a Associação Paulista de Proteção à Natureza, entidade dedicada à preservação ambiental. Nos anos seguintes, tornou-se presença constante em articulações e movimentos ligados à proteção de áreas naturais e à qualidade de vida na região.
Entre as mobilizações das quais participou está a luta contra a instalação de usinas nucleares no litoral paulista, na região da Juréia, entre Peruíbe e Iguape, nos anos 1980, movimento em defesa da preservação ambiental da área.
Descrito por amigos e colegas como militante persistente e estudioso, Condesmar também era reconhecido pela capacidade de incentivar novas gerações de ativistas na Baixada Santista. Ele deixa três filhos.
Amigos organizaram uma vaquinha para ajudar no enterro do Condesmar. Quem quiser contribuir, a chave-pix é o CPF 105.040.178-61, em nome da Ingrid Oberg.
Fonte: Jornal Da Orla


