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Moraes barra irmão de Michelle como cuidador de Bolsonaro e questiona formação


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresente as qualificações profissionais do irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Carlos Eduardo Antunes Torres, antes de decidir se autoriza sua inclusão como acompanhante.

O pedido ocorreu na última quinta-feira (2). Nele , a defesa alega que Michelle possui compromissos que a fazem ter de sair de casa, o que deixaria o ex-presidente sozinho em plena recuperação.

“Não por outra razão, a Sra. Michele já contou com a ajuda do Sr. Carlos
Eduardo Antunes Torres, seu irmão de criação (filho de sua madrasta) em outros momentos em que o acompanhamento de seu esposo se fez necessário”, complementa.

Moraes, no entanto, observa que o pedido não mencionou se Torres seria enfermeiro ou técnico de enfermagem. Suplente de deputado distrital, ele se registrou no Tribunal Superior Eleitoral como fotógrafo, tendo como formação o ensino médio completo.

Torres já foi assessor da minoria no Senado, em 2023, mas já deixou o cargo. Além disso, aparece na Receita Federal como sócio da Loja do Bolsonaro Oficial LTDA e da Torres Atividades de Produção, ambas sediadas em Brasília.

Bolsonaro ficará em casa por 90 dias até que Moraes decida sobre a manutenção ou não da prisão domiciliar humanitária. Em recuperação de uma broncopneumonia bacteriana, ele ainda deve passar por uma cirurgia no ombro direito. A equipe médica declarou que irá liberar o procedimento apenas após a recuperação integral do quadro respiratório.

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi registrado como advogado de seu pai e, com isso, não precisa pedir autorização a cada nova visita ao ex-presidente.



Fonte: Revista Oeste

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