Erros no timing da dessecação ainda são frequentes no campo
Agrolink
– Leonardo Gottems
Estimado usuário.
Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Erros no timing da dessecação ainda são frequentes no campo – Foto: Alabama Extension
A dessecação da soja é uma etapa decisiva para o sucesso da colheita e exige atenção redobrada ao momento correto de aplicação para evitar perdas de produtividade e de qualidade dos grãos. Segundo orientações de Vitória Augusta Saviani da Silva, engenheira agrônoma, o acerto no estádio fenológico é o principal fator que diferencia um manejo eficiente de um prejuízo evitável ao produtor.
Erros no timing da dessecação ainda são frequentes no campo e costumam ocorrer pela dificuldade de identificação precisa das fases da cultura. No estádio R6, conhecido como grão cheio, as vagens permanecem totalmente verdes e qualquer intervenção nesse momento interrompe o enchimento dos grãos, resultando em menor peso e queda direta na produtividade. A recomendação, nesse caso, é aguardar a evolução natural da lavoura, pois a paciência se reflete em melhor desempenho ao final do ciclo.
A janela considerada estratégica ocorre entre os estádios R7.1 e R7.2, que marcam o início da maturidade. Nessa fase, a dessecação já pode ser realizada, inclusive com o uso de Florpirauxifeno-Benzílico, permitindo maior uniformidade da lavoura e o manejo de plantas daninhas que dificultam a operação de colheita. A aplicação correta contribui para um processo mais organizado e reduz riscos operacionais.
Quando a lavoura atinge o estádio R7.3, caracterizado pela maturidade avançada e por mais de 75% das vagens amareladas, a orientação passa a ser o uso de Diquat. O objetivo é promover uma dessecação rápida, viabilizando a entrada das máquinas e preservando a qualidade dos grãos, que já se encontram fisiologicamente prontos. O manejo consciente da dessecação não apenas facilita a colheita, mas também protege todo o investimento realizado ao longo da safra.
Fonte: AGROLINK


