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ministros do STF “avacalham” Moraes


O Supremo Tribunal Federal protagonizou nesta semana uma cena embaraçosa e ridícula durante a votação da prorrogação da CPMI do INSS. Ministros esbravejaram contra investigações sem limite, sem objeto definido e sem prazo para terminar, ou seja, exatamente o que Alexandre de Moraes faz há sete anos na Corte. Sem querer, os ministros avacalharam o colega.

Flavio Dino e Gilmar Mendes falaram grosso contra CPIs eternas e inquérito geral de investigação, nos moldes de regimes autoritários. Se não fossem da mesma turma, daria para dizer que era um recado para Alexandre de Moraes, sentado ao lado deles. Moraes é o titular do inquérito geral das fake News, aberto irregularmente em 2019, sem objeto definido, sem fim à vista, sem individualização clara das condutas.

No programa Ouça Essa, o jornalista Marcos Tosi destaca que não é preciso ser formado em Direito para que incoerências como essas saltem aos olhos. Isso ajuda a explicar a fase difícil da Corte Suprema, que até o início dos anos 2000 mal aparecia no radar da população. Naquela época, em algumas pesquisas o Judiciário era mais confiável que o Congresso, os partidos e a Imprensa. Tudo mudou com a TV Justiça, em 2002. Os “capas-pretas” ganharam nome, sobrenome e holofote. Os grandes escândalos petistas, Mensalão e Petrolão, revelados pela Lava Jato, expuseram votos, vaidades e disparates.

População reprova maciçamente o trabalho dos ministros

Hoje os números são devastadores. Pesquisa PoderData revela que apenas 9% dos brasileiros acha a conduta dos magistrados “boa” ou “ótima”, um recorde histórico negativo. Metade da população considera o trabalho dos ministros ruim ou péssimo, um tombo de 21 pontos percentuais em apenas quatro anos. No vale-tudo protagonizado pela Corte, o 8 de Janeiro foi transformado em caça às bruxas para viabilizar a narrativa do “golpe” e mandar Bolsonaro para a cadeia. Definitivamente, essa história está envelhecendo mal.

Dias Toffoli e Alexandre de Moraes não conseguem fugir do fantasma do banqueiro Daniel Vorcaro. Os prints das reportagens que mostram os contratos milionários e os negócios suspeitos estão aí para quem quiser conferir. Mesmo assim, a Corte continua como se o Brasil fosse cego, surdo e mudo. As eleições, daqui a sete meses, serão o tira-teima para descobrir se, de fato, continuaremos como se fôssemos cegos, surdos e mudos.



Fonte: Revista Oeste

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