Enquanto grande parte das empresas do setor tem direcionado suas tecnologias biológicas quase exclusivamente para o controle de pragas e doenças, a Biosphera segue um caminho diferente, focado na construção de uma agricultura mais resiliente.
Essa visão nasce da observação dos desafios da agricultura brasileira, que são cada vez mais complexos e integrados. As adversidades climáticas, com períodos de estresse hídrico em estádios cruciais do ciclo da cultura, se somam às limitações de fertilidade dos solos tropicais, à pressão crescente de pragas, nematoides e aos problemas radiculares que comprometem o desenvolvimento das plantas.
Sediada em Londrina (PR) e com seis anos de atuação no Brasil, a Biosphera direciona seus esforços à pesquisa aplicada de microrganismos e à construção de consórcios biológicos com diferentes mecanismos de ação. A empresa mantém um ritmo médio superior a dez registros por ano, com validação técnica conduzida por uma equipe presente em todo o território nacional, assegurando desempenho agronômico consistente em diferentes ambientes de produção.
Para enfrentar esse cenário, a empresa aposta em pesquisas contínuas de novas cepas e na construção de combinações inteligentes entre microrganismos. O objetivo não é apenas combater problemas pontuais, mas fortalecer o sistema produtivo para entregar mais produtividade mesmo em cenários adversos.
Kassio Okuyama, Gerente Técnico Comercial Brasil da Biosphera, explica que a estratégia passa por incorporar ao manejo pilares fundamentais, nos quais os microrganismos assumem papel central:
• Promoção de crescimento: síntese de fitormônios, com foco no enraizamento e no estabelecimento da planta no campo.
• Bioindução vegetal: aumento da tolerância a estresses ambientais e indução de resistência sistêmica contra patógenos.
• Bioacessibilidade nutricional: fixação biológica de nitrogênio, solubilização e ciclagem de nutrientes.
• Condicionamento do sistema: fortalecimento da interação solo-planta por meio da produção de polissacarídeos, agentes colantes, agregantes e cimentantes.
• Síntese de biofilmes e compostos bioativos: produção de exopolissacarídeos, enzimas hidrolíticas e endotoxinas.
Essa estratégia de construir estabilidade produtiva mesmo em ambientes de estresse já se reflete em resultados consistentes no campo. Nos últimos três anos, a Biosphera registrou incrementos médios de aproximadamente 7% na produtividade de soja e milho, em comparações lado a lado com tecnologias biológicas de outras empresas do mercado. Os dados são sustentados por mais de 190 áreas avaliadas em diferentes regiões do país, conduzidas pelo time técnico da empresa.
Um dos diferenciais da Biosphera está em compreender a realidade do produtor e traduzi-la em soluções práticas. Com um portfólio que reúne mais de 30 microrganismos e 65 registros de bioinsumos, possibilita a empresa implementar o BioManejo Estratégico (BME) para diferentes realidades produtivas.
Kassio destaca ainda que, em um cenário marcado por constantes inovações, poucas soluções conseguem comprovar desempenho de forma tão ampla e consistente. “A escala e a diversidade dos testes realizados pela Biosphera reforçam que estamos no caminho certo ao apostar em manejos biológicos mais integrados”, afirma.
É a partir dessa visão que, no Show Rural deste ano, a Biosphera apresenta suas novas tecnologias, levando ao evento uma proposta clara de agricultura resiliente, baseada em ciência, diversidade microbiana e na construção de sistemas produtivos preparados para sustentar desempenho diante das adversidades do campo.
Fonte: AGROLINK


