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Mercado Municipal será também lugar de oportunidades, diz prefeito


Entre trocas de elogios e celebrações pelos 480 anos de Santos, o prefeito Rogerio Santos e o governador Tarcísio de Freitas, partidários do Republicanos, entregaram no início da tarde desta segunda-feira (26), o novo Mercado Municipal – Centro Cultural Plínio Marcos. Aliás, Kiko Barros, filho do dramaturgo participou da solenidade, ao lado de lideranças políticas da cidade e região.

“A proposta de revitalização do Centro é muito antiga e a gente só conseguiu fazer isso aqui nessa caminhada, graças ao governador. Muita gente perguntou por que o VLT [Veículo Leve sobre Trilho] passaria aqui no Centro e na porta do Mercado. O VLT, além da mobilidade, vai trazer pessoas, e aqui será um mercado de oportunidades para todas as pessoas da nossa cidade, um espaço para a economia criativa”, afirmou o prefeito. “Não queremos esconder nada. Queremos trazer melhorias para essa região, para a vida das pessoas”, disse, ressaltando que o Instituto Técnico Federal também funcionará no anexo.

O governador comparou a proposta de Santos com o trabalho realizado no centro da Capital – bastante criticado, diga-se, em razão da forma como tratou a questão dos usuários de drogas e da remoção da favela do Moinho, mas ressaltou a importância das propostas santistas. “Os projetos turísticos aqui trarão reflexos positivos e vão transformar o centro histórico de Santos. Fiz questão de passar no Mercado para falar da visão do futuro, para falar da transformação urbana que vai acontecer, porque Santos, daqui a alguns anos, vai ter um centro de história absolutamente diferente”.

Vale lembrar que, inicialmente, o Mercado funcionará como Centro Cultural. Ainda não foi definida como se dará as novas concessões dos boxes para comerciantes.

Odete Ferreira trabalhou mais de 50 anos no Mercado Municipal

Odete Ferreira trabalhou mais de 50 anos no Mercado Municipal

HISTÓRIAS DO LUGAR
Aos 87 anos, Odete Ferreira é uma pessoa conhecida no Mercado Municipal, onde trabalho durante mais de 50 anos, vendendo frutas e temperos. Ela é permissionária e achou que a reforma ficou linda. “Vivi aqui uma vida muito boa, época de altos e baixos, mas de muita alegria e trabalho. Aqui, com o dinheiro do comércio, formei duas filhas dentistas”, conta. Apesar de afirmar com alegria que o lugar é parte da vida dela, Odete não deseja voltar. “Não dá mais, tenho problemas de saúde. Mas estou feliz por ver isso tudo novamente”.
Diferentemente, Rogério de Araújo, de 75 anos, espera que a Prefeitura resolva logo como será a ocupação dos boxes. Ele diz que passou “20 anos da vida dentro do mercado”, trabalhou (com antiquário) até o local ser fechado para as obras, em 2022. Está entre os poucos permissionários do espaço. “Quero voltar a ´viver` aqui”.

Etelvina Guarnier, de 70 anos, também é permissionária e não vê a hora de poder voltar a trabalhar no mercado onde passou 20 anos, atuando no ramo de lanchonete e restaurante. Continuou com o comércio no prédio anexo, até o fechamento para as obras, também. “A reforma deixou o lugar magnífico. Aguardo ansiosa pela definição da Prefeitura para voltar”.

Maria Goretti Simão, de 67 anos, Mutsu Otsuru, de 66 anos, estavam encantados com o espaço restaurado. O pai de Goretti, “um português que veio para o Brasil em 1955”, trabalhou no Mercado Municipal na década de 1950, na comercialização de verduras. Ela lembra costumava acompanhar o pai, ainda criança. “Viemos apenas para uma visita, nem sabíamos que era inauguração. Fiquei emocionada. Está muito bonito. Aqui tem uma parte da história da cidade e uma parte da minha vida”.

Já para Mutsu Otsuru, que veio de São Paulo para em Santos faz 5 anos, tudo era novidade. Ele achou “uma coisa maravilhosa”, mas observa que seria muito bom “já ter aberto com as bancas funcionando, com comércio, pois é um lugar que precisa ser movimentado para não estragar”.



Fonte: Jornal Da Orla

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