O mercado internacional de trigo encerrou a sessão em baixa, refletindo ajustes após a recente valorização e a mudança na percepção sobre os efeitos do clima nas principais regiões produtoras. Segundo análise da TF Agroeconômica, as cotações recuaram diante da redução das preocupações com o frio intenso nos Estados Unidos e na Rússia, após o cereal ter alcançado máxima em seis semanas.
Na Bolsa de Chicago, o contrato março do trigo brando SRW fechou com queda de 1,32%, a US$ 5,22 por bushel, enquanto o vencimento maio recuou 1,16%, para US$ 5,32 por bushel. Em Kansas, o trigo duro HRW para março apresentou baixa mais acentuada, de 2,03%, encerrando a US$ 5,29 por bushel. Já o trigo HRS de Minneapolis caiu 0,91% no contrato março, cotado a US$ 5,69 por bushel. Na Europa, o trigo para moagem negociado na Euronext de Paris também fechou em baixa, com recuo de 1,05%, a € 189,00 por tonelada.
O movimento negativo ocorreu após uma tempestade de inverno atingir os Estados Unidos no fim de semana, mantendo temperaturas frias em diversas regiões. De acordo com a empresa de meteorologia Vaisala, o frio extremo pode ter causado danos às lavouras de trigo de inverno em áreas de Nebraska, no noroeste do Kansas e no nordeste do Colorado. Apesar disso, a ocorrência de nevascas trouxe efeitos positivos para outras regiões produtoras.
A cobertura de neve contribuiu para elevar os níveis de umidade do solo e proteger as plantações contra as baixas temperaturas, reduzindo o risco de perdas mais amplas. Esse fator acabou pesando sobre o mercado, que passou a reavaliar os impactos climáticos sobre a oferta futura, levando operadores a realizar ajustes nas posições. A avaliação de analistas do mercado indica que a maior presença de neve foi superior ao inicialmente esperado, o que ajudou a aliviar parte das preocupações com o desenvolvimento das lavouras.
Fonte: AGROLINK


