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Mercado da soja opera com cautela e pressão regional



Em Santa Catarina, o mercado permanece estável nas principais praças



Em Santa Catarina, o mercado permanece estável nas principais praças – Foto: Pixabay

A soja apresenta cenário de cautela no mercado brasileiro, com avanço irregular das lavouras, pressão logística e recuo ou estabilidade nas cotações em diferentes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento reflete a combinação entre estágio das safras, dinâmica da oferta nacional e influência dos preços internacionais sobre a formação dos valores internos.

No Rio Grande do Sul, a safra se encontra majoritariamente em fase final de implantação, com foco no manejo fitossanitário e parcelas iniciais entrando em floração. A área semeada praticamente alcançou a projeção estadual, mantendo produtividade média considerada tecnicamente consistente. Não há colheita comercial registrada, confirmando o calendário mais tardio do estado. No mercado físico, praças do interior registraram queda de preços, acompanhando o movimento nacional e a pressão da oferta de outras regiões. A logística segue parcialmente ocupada com outras culturas, mantendo fretes estáveis.

Em Santa Catarina, o mercado permanece estável nas principais praças, apesar de leve desvalorização do indicador estadual. A comercialização ocorre de forma cautelosa, com produtores avaliando entre venda imediata e armazenamento, enquanto a média estadual se mantém acima de algumas referências regionais.

No Paraná, a produção estimada foi revisada para cima, favorecida por condições climáticas gerais positivas. A colheita ainda avança lentamente, com cenário heterogêneo nas lavouras devido a ondas de calor e chuvas irregulares. A pressão sobre os preços se intensifica, influenciada pela oferta elevada, custos logísticos e queda dos prêmios de exportação.

Mato Grosso do Sul apresenta mercado estável, com preços variando conforme a proximidade dos portos e impacto direto do custo de transporte. Já Mato Grosso acelera a colheita com avanço significativo no campo, mas enfrenta preços em níveis críticos e crescente preocupação logística, diante da expectativa de pressão intensa sobre os fretes nas próximas semanas.

 





Fonte: AGROLINK

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