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mapeamento Biosphera e estratégia com BPCPs


Durante o Show Rural, um tema ganha destaque no Oeste do Paraná: os nematoides seguem impactando a produtividade da soja, mesmo em uma das regiões mais tecnificadas da agricultura brasileira. As perdas podem chegar a 30% a 50% segundo pesquisadores, variando conforme a densidade populacional, as condições edafoclimáticas e a suscetibilidade das cultivares.

Nos últimos anos, a equipe técnica da Biosphera conduziu dezenas de análises em áreas comerciais da região, mapeando a presença recorrente de Meloidogyne, Pratylenchus e Helicotylenchus. Um cenário que não se limita ao Paraná, mas que se repete nas principais regiões produtoras do Brasil.

A constatação é clara: os nematoides fazem parte do sistema produtivo atual. E, justamente por isso, insistir apenas em estratégias pontuais de controle já não é suficiente.

Além do controle: pensar em mitigação de efeitos

Na Biosphera, o manejo de nematoides parte do entendimento de que esse é um dos desafios mais complexos da agricultura moderna e que não existe uma solução única. Por isso, a estratégia é baseada na construção de sistemas biologicamente diversos, combinando diferentes mecanismos de ação e tecnologias que atuam de forma complementar, dentro de um contexto de manejo integrado, envolvendo também controle cultural e genético, e monitoramento constante, para reduzir os impactos dos nematoides e preservar o potencial produtivo da lavoura.

Segundo Eng. Agr. Dra. Renata Thomé, área de Pesquisa e Desenvolvimento da Biosphera, o uso de tecnologias como o Tricosphera registrado como bionematicida, têm papel fundamental dentro de um programa de manejo. O diferencial da estratégia Biosphera está em ir além do efeito direto, explorando mecanismos agronômicos que o campo já comprovou como eficientes.

Raízes fortes mudam o jogo

Uma das estratégias mais consistentes observadas na prática é o uso de Bactérias Promotoras de Crescimento de Plantas (BPCPs) como aliadas no manejo de áreas com presença de nematoides.

Ao estimular o máximo desenvolvimento do sistema radicular, essas bactérias promovem:

– maior volume e ramificação de raízes;

– aumento da área explorada no solo;

– maior capacidade de absorção de água e nutrientes.

Na prática, isso resulta em dois efeitos-chave:

– diluição do dano, em que o impacto do nematoide é distribuído em um sistema radicular mais robusto;

– escape fisiológico, permitindo que a planta mantenha crescimento e produtividade mesmo na presença do nematoide, ao explorar camadas mais profundas do solo, onde sua concentração é menor.

Não se trata de ignorar o problema, mas de reduzir seus efeitos deletérios com o uso de produtos registrados para o controle e, ao mesmo tempo, fortalecer as estruturas mais afetadas pelos nematoides — as raízes — com o auxílio das BPCPs.

A associação de Bactérias Promotoras de Crescimento de Plantas com bionematicidas tem apresentado resultados consistentes nesse manejo desafiador. No entanto, como destaca Dra. Renata Thomé, recomendações sem critério técnico podem comprometer esses resultados: a composição e a carga microbiológica precisam ser cuidadosamente avaliadas, já que o uso excessivo de determinadas bactérias, como Bacillus, pode gerar efeitos indesejados na lavoura. Por isso, a Biosphera reforça a importância do acompanhamento técnico especializado, garantindo recomendações adequadas e seguras para cada cenário produtivo.

Show Rural: ciência aplicada à realidade do produtor

Durante o Show Rural, a Biosphera estará presente para compartilhar dados, experiências práticas e estratégias já aplicadas em áreas comerciais do Oeste do Paraná e de outras regiões do Brasil.

Mais do que falar de produtos, o convite é para uma conversa sobre manejo inteligente, biologia aplicada e preservação da produtividade em cenários complexos.

Com um portfólio amplo de inoculantes, promotores de crescimento e biodefensivos, a Biosphera conta hoje com mais de 65 produtos registrados para as principais culturas trabalhadas no Brasil, reforçando seu compromisso com soluções biológicas baseadas em ciência, consistência e aplicação prática no campo





Fonte: AGROLINK

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