A intensificação da doença está associada ao perfil atual das plantas
Agrolink
– Leonardo Gottems
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A intensificação da doença está associada ao perfil atual das plantas – Foto: Agrolink
A cercospora, doença foliar antes considerada secundária na soja, ganhou relevância nas lavouras brasileiras com a adoção de cultivares mais produtivas e compactas. Nesse novo cenário, a perda de folhas deixou de ser tolerável e passou a representar impacto direto na produtividade. De início discreto, o problema se instala nas folhas inferiores, com manchas arroxeadas que costumam ser confundidas com envelhecimento natural ou deficiência nutricional. Quando os sintomas se tornam evidentes, o prejuízo já está consolidado e pode alcançar até 20% da produção, segundo dados da Embrapa.
A intensificação da doença está associada ao perfil atual das plantas, menos tolerantes à redução da área foliar. Por desconhecimento, o manejo da cercospora muitas vezes fica em segundo plano no planejamento da safra, enquanto o foco recai sobre doenças mais conhecidas. Esse atraso favorece a progressão silenciosa do fungo ao longo de todo o ciclo, comprometendo de forma irreversível o potencial produtivo.
Levantamentos da Embrapa Soja indicam que parte das sementes aparentemente sadias já pode carregar o patógeno, o que permite que a lavoura inicie o ciclo com a doença instalada. Além da queda no rendimento, as lesões reduzem a fotossíntese, prejudicam o enchimento dos grãos e afetam a qualidade das sementes, com reflexos na comercialização e no uso futuro.
Diante desse cenário, especialistas reforçam a importância do uso de sementes tratadas, da rotação de culturas e do manejo antecipado com fungicidas ao longo de todo o ciclo, como forma de preservar cada folha e minimizar perdas produtivas.
Fonte: AGROLINK


