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Licença prévia para 3ª pista da Imigrantes está nas mãos da Cetesb


Cresce a expectativa para que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) emita a licença prévia para o projeto da terceira pista do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI). O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), órgão integrante do Sistema Ambiental Paulista, aprovou o parecer técnico da Cetesb, que avaliou a viabilidade ambiental do projeto.

Com 21,6 quilômetros de extensão, a nova ligação entre o planalto e a Baixada Santista é considerada uma das obras rodoviárias mais complexas do país. Cerca de 81% do trajeto será em túneis, solução adotada para reduzir impactos do empreendimento.

Serão cinco túneis, somando cerca de 17,3 quilômetros. Um deles deve ultrapassar os seis quilômetros, o que o tornaria o maior túnel rodoviário do Brasil. O projeto inclui ainda oito pontes e viadutos.

Para viabilizar a obra com segurança ambiental, a Cetesb exigiu um plano para destinação desse material, além de medidas de controle nas escavações e ações para proteger recursos hídricos e biodiversidade.

Segundo o diretor-presidente da Cetesb, Thomaz Toledo, o licenciamento é essencial para garantir segurança em uma obra dessa magnitude. “Estamos falando de uma das obras rodoviárias mais desafiadoras do país, com alta concentração de túneis em uma área sensível da Serra do Mar. O licenciamento ambiental permite avaliar cada etapa da engenharia e garantir que o projeto avance com controle e redução de impactos.”

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), Natália Resende, afirmou que a decisão reforça a consistência do processo de licenciamento ambiental no Estado: “É um projeto de grande complexidade, analisado de forma criteriosa e com base em estudos técnicos consistentes”.

A nova via vai ligar o km 43 da Rodovia dos Imigrantes ao km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, próximo ao polo industrial de Cubatão, facilitando o acesso ao Porto de Santos. A expectativa é ampliar em cerca de 25% a capacidade do sistema com impacto positivo na logística e no escoamento de cargas.

A construção deve movimentar cerca de 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, volume equivalente a aproximadamente 1.600 piscinas olímpicas.



Fonte: Jornal Da Orla

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