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Lavouras de feijão têm desempenho irregular



Clima afeta safra de feijão no Sul



Foto: Ibrafe

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (16), a colheita do feijão da primeira safra está tecnicamente concluída no Rio Grande do Sul, incluindo a Região dos Campos de Cima da Serra, responsável por cerca de 40% da área cultivada no Estado.

Segundo o levantamento, o desempenho produtivo nessa região foi impactado por condições climáticas registradas em janeiro e fevereiro, período que coincidiu com a fase reprodutiva das lavouras. O cenário resultou em redução nos rendimentos, com registros de produtividade em torno de 1.200 quilos por hectare em alguns municípios, o que tende a influenciar o resultado estadual, estimado atualmente em 1.781 quilos por hectare. Nas demais regiões, onde o plantio ocorreu de forma mais antecipada, as lavouras mantiveram o potencial produtivo esperado, sem impactos significativos. A área cultivada com feijão de primeira safra no Estado é estimada em 23.029 hectares.

Para a segunda safra, o informativo indica que as lavouras apresentam bom desenvolvimento, sustentado por condições de umidade do solo, ocorrência de precipitações e manutenção de temperaturas elevadas para o período. Esse cenário tem favorecido a evolução das plantas, a formação de vagens e o enchimento de grãos, mantendo o potencial produtivo.

A colheita avança de forma gradual nas áreas mais adiantadas, enquanto a maior parte das lavouras permanece nas fases de florescimento e enchimento de grãos. Os resultados iniciais apontam perspectiva positiva para a safra. O estado fitossanitário é considerado adequado, com redução na pressão de pragas como tripes e ácaros em função das chuvas, embora o monitoramento continue, assim como as aplicações preventivas de fungicidas para controle de doenças como a antracnose.

A projeção da Emater/RS-Ascar para a segunda safra é de área de 11.690 hectares e produtividade média de 1.401 quilos por hectare. Na região administrativa de Ijuí, o potencial produtivo é sustentado pelo desenvolvimento das plantas e pelas condições ambientais, com predominância de lavouras em enchimento de grãos. Já na região de Soledade, as chuvas elevaram a umidade do solo e favoreceram o crescimento da cultura, que segue em diferentes estágios de desenvolvimento.





Fonte: AGROLINK

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