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Irã diz atacar Israel e bases dos EUA em nova onda de mísseis


A Guarda Revolucionária do Irã informou neste domingo (29) que lançou uma nova onda de ataques com mísseis e drones contra Israel e as bases dos Estados Unidos no Oriente Médio.

“Na primeira fase desta operação, as infraestruturas de operações aéreas e de drones, bem como os arsenais nas bases americanas de Camp Victory (Iraque), Arifjan (Kuwait) e Al Kharj (Arábia Saudita), foram atacadas com mísseis e drones”, anunciou o departamento de relações públicas da Guarda Revolucionária Iraniana em um comunicado divulgado pela agência de notícias “Tasnim”.

Além disso, afirmou ter atacado “com precisão os esconderijos” dos Estados Unidos, de Israel e do grupo curdo iraquiano em várias zonas em Arad, no Negev e em Tel Aviv (em Israel), bem como em Arbil (Iraque), na Quinta Frota Naval dos Estados Unidos (no Bahrein) e em Al-Dhafra (nos Emirados Árabes), na 86ª onda da chamada “Operação Promessa Verdadeira 4”, que, segundo indicou, se desenvolve “em múltiplas etapas”.

Horas antes, a Guarda Revolucionária afirmou ter destruído um avião de controle e vigilância aérea dos Estados Unidos (EUA), conhecido como AWACS, em um ataque com mísseis lançado contra uma base aérea americana na Arábia Saudita.

“Um avião E-3, conhecido como AWACS, capaz de identificar, comandar e controlar aeronaves em voo na base de Al-Kharj, na Arábia Saudita, foi completamente destruído, e outras aeronaves nas proximidades também sofreram graves danos”, diz a nota divulgada pela agência “Fars”.

Na última sexta-feira (27), pelo menos 12 militares americanos ficaram feridos em um ataque iraniano contra a base aérea de Al Kharj, dois deles gravemente, segundo informaram na ocasião autoridades americanas à imprensa nacional.

No dia seguinte ao ataque, o Exército dos Estados Unidos desmentiu declarações do porta-voz do Quartel-General Central de Khatam-al Anbiya, o tenente-coronel Ebrahim Zolfagari, que havia afirmado que o Irã atacou com mísseis e drones duas supostas instalações americanas em Dubai, nos Emirados Árabes, matando 500 pessoas.

Esta nova onda de ataques ocorre em meio a conversas indiretas entre Washington e Teerã, com a mediação do Paquistão, e ao recente envio de soldados americanos para o Oriente Médio.

Neste domingo, várias autoridades iranianas lançaram severas advertências contra qualquer possível incursão terrestre no país.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Baqer Qalibaf, denunciou que os Estados Unidos falam publicamente de negociações, mas “em segredo” planejam um ataque terrestre, e advertiu desafiadoramente que o Irã está “esperando” a chegada dos militares americanos.

Posteriormente, o porta-voz do Quartel-General Central de Khatam-al Anbiya, que coordena o Exército regular com a Guarda Revolucionária, advertiu que qualquer ataque terrestre dos EUA terminará com a “captura humilhante” de suas tropas, que serão “alimento para os tubarões do Golfo Pérsico”.

Por sua vez, o general Amirhosein Shafiei, comandante do Quartel Noroeste do Exército Terrestre, ameaçou em tom duro que “decapitarão cada um dos soldados americanos” e repetiu que “a nação iraniana determinará o fim da guerra”



Fonte: Revista Oeste

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