Apesar do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana (Siemaco) da Baixada Santista afirmar que a categoria está garantindo a normalização dos serviços de coleta desde a última sexta-feira (20), em todos os seis municípios atendidos pela Terracom, no início da tarde desta segunda-feira (23) vários pontos da cidade de Santos acumulavam sacos de lixo nas calçadas e ruas.
“Sexta-feira voltou tudo ao normal, 100%, só que devido ao acúmulo de lixo, isso requer um tempo, ainda mais que é o final de semana. Mas a paralisação terminou na sexta-feira à noite, em todos os municípios”, informou a Assessoria de Imprensa do Siemaco, ontem.
Apesar da retorno ao trabalho, a situação não está totalmente resolvida. Na manhã desta segunda, o presidente do Siemaco, André Domingues de Lima, se reuniu com trabalhadores e trabalhadoras da empresa em Guarujá. Lima esteve em Vicente de Ciarvalho, Margaridão da Enseada, Perequê, Dom Pedro e Pernambuco, onde apresentou a proposta da Terracom para o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A oferta da empresa foi rejeitada. A decisão dos trabalhadores será apresentada em nova audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em São Paulo, nesta quarta-feira (25), às 17h.
As empresas da Terracom Construção atendem os municípios de Bertioga, Cubatão, Santos, São Vicente e Praia Grande. O motivo para a paralisação é o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Em audiências no TRT, a Terracom informou que o valor médio do PLR variou de garagem para garagem, sendo, em média, de 35% em Santos. Já em outras cidades, o percentual foi de 20% do salário nominal. Ofertou 50% sobre o que foi pago. Esse novo percentual é que foi rejeitado pelos trabalhadores hoje.
Fonte: Jornal Da Orla


