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Governo manobra para frear relatório da CPI do Crime Organizado


A composição CPI do Crime Organizado mudou pouco antes da votação do relatório final, prevista para a tarde desta terça-feira (14). Segundo o painel que mostra os parlamentares que integram o colegiado, parlamentares da oposição foram trocados por governistas, em uma articulação semelhante à que antecedeu a votação da CPI do INSS.

Em uma das trocas, o nome de Soraya Thronicke (PSB-MS) substituiu Jorge Kajuru (PSB-GO); noutra, saiu Sergio Moro (PL-PR) para a entrada de Beto Faro (PT-PA); finalmente, Marcos do Val (Avante-ES) deixou a comissão para a entrada de Teresa Leitão (PT-PE).

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A substituição do seu nome pelo de Teresa Leitão revoltou o senador Marcos do Val. Ele afirmou que governos de outros países incluiriam o PT na lista de organizações criminosas. Antes das trocas, a CPI tinha uma maioria pela aprovação do relatório final.  

“O sistema ainda opera com muita força aqui, nós só temos uma chance aqui, nas eleições, nada vai mudar se não for nas eleições. O sistema dominou”, disse Do Val.  Ele ainda completou dizendo que o PT seria incluído como “organização narcoterrorista” nos sistemas de “órgãos internacionais”.

Diante do protesto, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que a saída do senador Marcos do Val tinha sido um efeito de ofício encaminhado pelo próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O documento elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) contém pedidos de indiciamentos, por crimes de responsabilidade, dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República Paulo Gonet.



Fonte: Revista Oeste

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