
Gabigol comentou sobre reunião e protestos na Vila (Crédito: Raul Baretta/Santos FC)
O atacante Gabriel Barbosa analisou o empate do Santos com o São Paulo em 1 a 1, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Brasileirão, nesta quarta-feira (04). O Peixe chegou a sete jogos sem vencer desde o começo da temporada e o técnico Juan Pablo Vojvoda chegou a reunir jogadores e funcionários em reunião para conscientizar do momento santista.
“Teve uma conversa como todos sabem. Algo que já aconteceu comigo em outros clubes. Conversa sincera entre todos. Sabemos que tínhamos como mudar a postura como todos viram hoje. Vimos um jogo diferente, jogando um clássico e contra um grande time. Claro que nós queríamos ganhar, ainda mais dentro de casa, mas creio eu que a atitude foi outra, os números mostram isso. Uma pena que a vitória escapou por um lance, mas logo estamos 100% e com todos para ajudar e podemos mais”, afirmou.
No intervalo do jogo, as arquibancadas levantaram gritos contra o presidente Marcelo Teixeira e o diretor de futebol Alexandre Mattos. Alem de faixas com escritas ‘Queremos planejamento’, ‘Mais um post, mais uma cortina de fumaça’, ‘Da arquibancada, a ignorância-2000 e hoje’, ‘ Respeitem o torcedor’ e entre outros.
“Normal, vai ter cobrança. Vai ter pressão por resultados e eles não estão errados. Jogamos no maior time da terra. E temos capacidade de trazer vitórias, jogar melhor. A torcida hoje não tem, entre aspas, do que reclamar. Teve muita luta, saímos ganhando e por um lance não conseguimos a vitória. Estamos em um time grande, sabemos que a cobrança vai existir e sabemos que se a gente vencer vai ter o apoio deles”, afirmou.
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Questionado sobre o protesto ‘doer’, o camisa 9 admitiu que machuca e revelou que preferia ser o alvo dos xingamentos do que ver o clube nesta situação. O jogador ainda ressaltou que a torcida é patrimônio do Peixe e que precisa do torcedor ao lado do time nesta fase ruim.
“Entendo, já fui um deles. Sendo pacífico é válido, precisamos deles, e o São Paulo também já usou isso a favor deles. Da última vez perdemos e a gente sabe o quanto é difícil quando Santos une torcida, jogadores e sabemos do histórico dentro da Vila. O trabalho está sendo feito, os salários estão em dia, a estrutura está melhorando, mas o processo é lento. Vamos sofrer, mas temos um técnico e um elenco bom”, afirmou.
“Posso falar por mim. Claro que dói. Prefiro, entre aspas, que me xinguem do que isso. A torcida é patrimônio do clube, jogar com torcida a favor é muito complicado para adversário. Mas respeito e sendo pacíficos, eles têm todo o direito de protestar. A gente entende o que eles pedem, mas é difícil. Esperamos e precisamos do apoio deles”, completou.
Fonte: Diário do Peixe


