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Funcionários da limpeza urbana podem normalizar atividades na Baixada


O impasse que envolve os funcionários da limpeza urbana está perto de terminar. Nesta sexta-feira (20), em audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em São Paulo, foi proposta a realização do pagamento adicional de 50% sobre os valores já recebidos pelos trabalhadores, referente ao Programa de Participação nos Resultados (PPR).

A proposta será submetida à assembleia da categoria e os trabalhadores dirão se aceitam ou não dos termos apresentados. Durante a audiência, também foi apontado que os pagamentos realizados até o momento ocorreram de forma equivocada, devendo ser revisados e corrigidos. Uma nova audiência foi agendada para a próxima quarta-feira, às 17h, dando continuidade às tratativas entre as partes.

O impasse vem desde a semana passada. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana da Baixada Santista (Siemaco), os pagamentos da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) e do Programa de Participação nos Resultados (PPR) aos profissionais tiveram diferenças exorbitantes e não houve qualquer explicação por parte da Terracom Construções (empresa responsável pela limpeza urbana nos seis municípios) a respeito dos critérios que estabeleceram os valores pagos.

Em virtude dessa questão, a categoria deliberou pela paralisação das atividades na segunda-feira (16). No mesmo dia, em audiência no TRT, a Terracom Construções informou que o valor médio da PLR variou de garagem para garagem, sendo, em média, de 35% na garagem de Santos. Já em outras o percentual foi de 20% do salário nominal. Segundo a empresa, as metas adotadas para o cálculo foram: direção segura, consumo de combustível, tonelagem transportada e consumo de pneus por irregularidade de direção. Após o cálculo, é aplicado o percentual do absenteísmo.

No encontro ficou decidido o retorno de pelo menos 70% do efetivo, sob pena de multa diária de R$ 50 mil. Os trabalhadores retomaram as atividades nessas condições. São seis cidades envolvidas (Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão, Praia Grande e Bertioga).

 

 



Fonte: Jornal Da Orla

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