As delegações de EUA e Irã encerraram, neste domingo (12), as negociações em Islamabad sem um acordo para pôr fim ao conflito. Após 21 horas de diálogo mediado pelo Paquistão, o impasse sobre o programa nuclear e o controle do Estreito de Ormuz eleva a tensão e ameaça a trégua vigente.
O que impediu um acordo diplomático entre os dois países?
Os principais obstáculos foram o desmantelamento do programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz. Enquanto Washington exige garantias de que Teerã não buscará armas nucleares, o regime iraniano insiste no enriquecimento de urânio para fins civis e usa o bloqueio da rota petrolífera como principal trunfo de pressão. Divergências sobre a ofensiva israelense contra o Hezbollah no Líbano também travaram os avanços.
Qual foi a reação do presidente Donald Trump ao fim das conversas?
A resposta foi imediata e agressiva. Trump anunciou um bloqueio naval no Estreito de Ormuz e ordenou que a Marinha intercepte navios que paguem pedágio ao Irã. Em redes sociais, o presidente afirmou que as forças militares americanas estão prontas para ‘terminar com o pouco que resta do Irã’, intensificando as ameaças de uma destruição total caso as hostilidades recomecem.
Como a Guarda Revolucionária do Irã respondeu às novas ameaças?
O braço militar do regime iraniano afirmou que o Estreito de Ormuz permanece sob seu ‘controle total’. Em resposta direta às publicações de Trump, o comando militar declarou que qualquer passo em falso dos americanos fará com que o inimigo fique preso em um ‘vórtice mortal’, sinalizando que não pretende recuar nas posições estratégicas mantidas durante o conflito.
O que significa o controle do Estreito de Ormuz para o mundo?
O Estreito de Ormuz é um canal estreito que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico, sendo a rota marítima mais importante do planeta para o setor de energia. Por ali passa cerca de 20% de todo o petróleo consumido mundialmente. O bloqueio iraniano ou a interferência americana nessa área tem o poder de desestabilizar a economia global, elevando drasticamente os preços dos combustíveis.
O que deve acontecer após o vencimento da trégua temporária?
O cessar-fogo atual expira no dia 22 de abril. Até lá, o cenário é de incerteza: ou os países retomam algum canal de diálogo limitado para ‘comprar tempo’ ou o conflito volta à fase de confrontação direta. Analistas apontam que a percepção de vitória de ambos os lados inviabiliza concessões, tornando a escalada militar mais provável que uma solução diplomática definitiva.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Revista Oeste


