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Fazenda vê crise política no RJ como fator de atraso à subvenção do diesel


O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, revelou que já passam de 20 os estados que confirmaram adesão à nova subvenção do diesel do governo federal. Entre os que não assinaram, ele destaca o Rio de Janeiro, que em sua avaliação deve demorar mais por conta do cenário de instabilidade institucional.

“Tem um processo de definição de quem será o próximo governador para esse mandato-tampão, então torna mais difícil qualquer decisão. Não é uma questão de resistência, ou de não intenção de aderir e apoiar a população do estado, mas sim um momento institucional que demanda um prazo um pouco maior”, afirmou, em entrevista à CNN Brasil nesta quinta-feira (2).

Após focar nas distribuidoras, com uma subvenção de R$ 0,38 por litro e impacto de até R$ 10 bilhões aos cofres públicos, o governo conta com a ajuda dos estados para rachar a conta de um novo benefício. A nova subvenção seria de R$ 1,20, metade paga pela União e a outra pelo estado que aderir. De acordo com Ceron, o acordo já está “mais perto de 25 do que de 20” unidades da federação.

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Governo pretende anunciar medidas contra alta no querosene de aviação

Equipe econômica passou por reconfiguração diante das eleições e em meio a crise envolvendo diesel e querosene de aviação.Equipe econômica passou por reconfiguração diante das eleições e em meio a crise envolvendo diesel e querosene de aviação. (Foto: Washington Costa/MF)

A guerra no Oriente Médio levou ao fechamento do estreito de Ormuz, o que impactou no preço do petróleo. A alta, porém, não afetou apenas o diesel, essencial para o transporte rodoviário, principal modal do país. A Petrobras anunciou um aumento de 18% no querosene de aviação em abril, valor que pode chegar a 55% até o final do mês.

A previsão é de que o governo anuncie medidas em favor do setor aéreo no próximo mês, devendo focar tanto em preservar a estabilidade de preços ao consumidor final quanto a saúde financeira de um setor que já possui um histórico de instabilidade. Para Ceron, o desafio fica maior ao considerar que muitas companhias aéreas ainda estão se recuperando das consequências da pandemia de Covid-19.



Fonte: Gazeta do Povo

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