No médio prazo, a estratégia compromete a imagem das marcas
Agrolink
– Leonardo Gottems
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No médio prazo, a estratégia compromete a imagem das marcas – Foto: Divulgação
O aumento da oferta em determinados momentos do ciclo produtivo costuma alterar de forma significativa a dinâmica de preços no mercado de arroz. Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações na Itaobi Representações, quando surgem sinais de excesso de produto disponível, a reação é imediata e impacta toda a cadeia.
Com maior volume à disposição, o comprador amplia seu poder de barganha, posterga negociações e pressiona as cotações. Esse movimento atinge diretamente a formação de valor do arroz em casca, que passa a sofrer ajustes para baixo diante da abundância de oferta. O reflexo não fica restrito ao produtor, mas se espalha por diferentes elos do setor.
Na outra ponta, a indústria também enfrenta dificuldades. Com margens mais estreitas, algumas marcas recorrem à aquisição de matéria-prima de qualidade inferior para conseguir fechar as contas, comercializando o produto como tipo 1. A medida pode representar um alívio momentâneo nos custos, mas traz efeitos mais amplos ao mercado.
No médio prazo, a estratégia compromete a imagem das marcas, enfraquece a confiança do consumidor e contribui para a desvalorização do próprio segmento. Quando o volume supera critérios de qualidade, o problema deixa de ser pontual e se transforma em questão estrutural, marcada por preços pressionados, margens comprimidas e desgaste da reputação do produto.
Para o diretor, a discussão vai além da simples relação entre oferta e demanda. Trata-se também de posicionamento e responsabilidade com o mercado, fatores decisivos para preservar valor e sustentabilidade ao longo do tempo.
Fonte: AGROLINK


