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“EUA estrangularam a economia venezuelana”, diz especialista


Professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Carolina Pedroso tem se dedicado a estudar o processo político venezuelano, especialmente no cenário internacional. Fez pesquisa na Venezuela e com venezuelanos que vivem nos EUA, além de acompanhar de perto o desenrolar das crises no país vizinho, com o qual o Brasil tem cerca de 2,2 mil quilômetros de fronteira. Nesta entrevista ao Jornal da Orla, Carolina analisa a situação da Venezuela e conta por que os ataques dos EUA, que culminaram com o sequestro do então presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, não a surpreenderam.

Os ataques dos EUA à Venezuela surpreenderam você?
Não. Fiz pesquisa de campo na Venezuela, na Colômbia, que recebeu muitos venezuelanos nos últimos anos, e nos Estados Unidos. Uma das contribuições do meu doutorado foi mapear a relação bilateral Venezuela-EUA e fazer um esforço de organizar os grupos de venezuelanos que mora e atua politicamente lá há mais de uma década e faziam lobby dentro do Congresso para que esse resultado que aconteceu agora em 2026 acontecesse – estão buscando isso há mais de uma década. Eu estive nos EUA em 2017, fazendo entrevista com essas pessoas e, quase dez anos depois, eles conseguiram o que estavam querendo. Obviamente, não são os grupos mais poderosos dentro da política americana, mas vinham fazendo pressão constante – são muito próximos do Marco Rubio (Secretário de Estado do governo Donald Trump). Para mim, o sinal mais claro de que o ataque iria acontecer foi depois do encontro do Trump com o Putin, no Alaska. Em tese, eles estavam ali para discutir a Ucrânia, mas na sequência do encontro começou a movimentação militar no Caribe. Para mim, isso foi um sinal de que a Venezuela foi discutida nos bastidores, algo do tipo Trump falando para o Putin: sua área de interesse é a Ucrânia, não vou interferir; minha área de interesse, agora, é a América Latina, você não interfira. E isso realmente não aconteceu. A tensão militar só aumentou no Caribe.

Você já declarou que o petróleo é elemento estruturante da sociedade venezuelana. É a única razão dos ataques?
Não é a única explicação para os ataques, mas é uma causa importante, principalmente para a agenda pessoal do Trump. A Venezuela foi reunindo, ao longo dos anos, uma série de características que fez do país não um alvo prioritário, mas um alvo perfeito para esse ataque. É um país que tem regime político altamente problemático, questionável sobre vários aspectos: democráticos, direitos humanos, de gestão econômica, e que foi se tornando cada vez mais isolado regionalmente, ou seja, um ataque a ele dificilmente geraria uma reação regional que não fosse só pelo discurso, não haveria uma resposta militar.

Mas esse aspecto político envolve o petróleo também, certo?
Sim. Os EUA foram estrangulando a indústria petrolífera venezuelana com mais de 900 sanções – contra a economia como um todo, mas de forma muito dura contra o setor petroleiro. E é um setor em que esses países desenvolveram um sistema de colaboração de mais de um século. Uma relação de complemento econômico mesmo. Das primeiras empresas estrangeiras que foram explorar o petróleo na Venezuela, a maioria era dos EUA, isso no começo do século 20 – no final do século 19 é quando se descobre petróleo lá e já no comecinho do 20 as primeiras empresas já estão lá. E se criou nos EUA todo um aparato para o refino do petróleo venezuelano, que tem uma característica específica, é denso, pesado, e exige um processo petroquímico mais elaborado. Os EUA têm bastante petróleo, mas é um produto muito leve. Então, boa parte da indústria lá está mais bem preparada para refinar o petróleo venezuelano do que o deles próprio, porque o petróleo denso possibilita a produção de mais agregados. Então, ao longo de mais de um século, a indústria venezuelana foi criando uma relação de dependência, tanto pelo processo de refino quanto pelo ponto de vista geográfico – é muito próximo um país do outro. É viável fazer toda negociação, porque a Venezuela basicamente vende o produto bruto e compra o refinado.

É essa questão que interessa ao Trump?
Isso atende muito à agenda trumpista porque desde o começo ele tem falado de explorar o petróleo novamente, de os EUA se tornarem um país ainda mais poderoso no controle da produção no mundo, o que diz respeito à tensão no Irã, por exemplo: fazer esse movimento no Oriente Médio também diz respeito ao controle do Estreito de Ormuz, a estrangular a chegada do petróleo para a Índia, a China. A Venezuela entra nessa lista de ataque por causa do petróleo.

A relação de mais de um século entre os dois países piorou após a Lei dos Hidrocarburetos, nos anos 1970?
Antes dos anos 1970, houve governos que, no geral, preservaram essa aliança comercial com os EUA. Alguns um pouco mais alinhados, outros mais críticos, mas a aliança não se desfez. Antes do chavismo, havia uma espécie de “amigos sim, negócios à parte”: era uma relação importante, mas os venezuelanos precisavam, em momentos críticos, privilegiar seus interesses e isso acontecia. É daí que vem esse processo de nacionalização da exploração do petróleo. E os EUA nunca deixaram de estar presentes no território venezuelano, mesmo com a nacionalização. Com o chavismo, o que muda? O jargão se transforma em “inimigos sim, negócios à parte”, porque isso também é preservado.

Quando a situação muda?
A situação começa a mudar um pouco no final do governo do Barack Obama: então a gente está falando do início do Maduro na Venezuela e na transição para o primeiro governo de Donal Trump. O Obama abre um precedente que o Trump aproveita muito bem: o Obama, em 2015, decreta que a Venezuela é uma ameaça extraordinária à segurança nacional dos EUA. Isso vai ter um reflexo direto sobre como o Departamento do Tesouro vai enxergar a Venezuela como um território de lavagem de dinheiro, de narcotráfico, de financiamento ao terrorismo… E é daí que vêm as primeiras sanções mais duras contra a economia. As sanções começam com Obama. O Trump inclui, pela primeira vez, o setor do petróleo. Então, se antes era “inimigos sim, negócios à parte”, agora os negócios começam a entrar também. Então, entram nas sanções o setor de petróleo e da mineração, que também é um setor estratégico. O próprio Trump já tinha dito naquela ocasião que nenhuma opção estava descartada para lidar com a questão da Venezuela. Então, já havia essa ameaça.

Você esteve lá naquele período, não é?
Eu estive lá em 2017, era o comecinho do primeiro governo Trump, fiz algumas entrevistas e os venezuelanos demonstravam muita expectativa que os EUA poderiam levar adiante a possibilidade de intervenção, era uma grande esperança que eles tinham, porque acharam que tanto Bush (filho) quanto o Obama não foram firmes o suficientes com o problema da Venezuela. O Trump de fato aumentou as sanções econômicas, fechou o cerco, mas isso não produziu as mudanças que eles esperavam. Depois veio o Biden, que usou as sanções a seu favor: apertava quando queria pressionar e, quando ele precisava do petróleo venezuelano, como por exemplo no momento da invasão da Rússia à Ucrânia, ele abrandava as sanções para negociar. Aí, vem o segundo governo Trump e faz as intervenções.

E as acusações sobre tráfico de drogas?
Essa questão das drogas era a justificativa oficial da movimentação militar ali no Caribe, mas ficou claro que a Venezuela não é um país produtor, não é relevante como rota para o tráfico internacional e menos ainda para a questão principal para os EUA, que são as drogas sintéticas – aqui na América do Sul, é basicamente a cocaína. Mesmo assim, além dessa justificativa que vai sendo construída ao longo dos anos – essa coisa de associar o regime da Venezuela às drogas, a um narco Estado –, há um outro elemento é o fato de que a Venezuela, ao longo dos últimos anos foi se reposicionando geopoliticamente, à medida que essa relação com os EUA foi se deteriorando.

Pode dar um exemplo desse reposicionamento?
Vou dar um exemplo que é muito claro desse movimento e muito anterior a todo esse processo atual, estou falando de 20 anos atrás, que foi quando ainda no governo Bush (filho), por conta das críticas que o Hugo Chaves fazia à guerra ao terror, à doutrina Bush e às intervenções no Oriente Médio, o Departamento de Estado impôs a primeira sanção à Venezuela. Na verdade, era um impedimento ao Estado Venezuelano de ter acesso ao complexo industrial militar dos EUA. O Chaves vinha fazendo um movimento de modernização das forças armadas e se fechou a porta da principal indústria do setor. Então, caiu no colo da Venezuela a parceria com a Rússia, que não era algo natural e foi se consolidando ao longo desses 20 anos, especificamente no setor militar. E isso foi se espalhando para outras áreas, inclusive a do petróleo. Paralelamente, a gente tem o aumento da presença chinesa na América Latina como um todo e a Venezuela não passou distante dessa onda.

Há uma diversificação da relação comercial em razão das sanções?
Até 2013, a principal parceria comercial da Venezuela era com os EUA. A partir de 2014, a China entra como principal compradora dos produtos venezuelanos e também como a principal fonte de produtos para a economia venezuelana. Ganha o espaço dos EUA, que também se afastam. Mas esse reposicionamento geopolítico é algo que a gente encontra até nos documentos dos EUA como sendo um dos motivos de preocupação. Um documento que também consolidou a certeza de que esse ataque aconteceria foi a estratégia de segurança nacional publicada em novembro de 2025, em que o governo dos EUA coloca explicitamente que a prioridade é restabelecer o domínio dos EUA sobre o hemisfério Ocidental – é o termo que eles usam. E dentro dessa ideia de hemisfério Ocidental está o objetivo primordial de afastar, e se possível neutralizar, a presença de potências rivais na América Latina. Aí, vale mencionar a aproximação, que também se produziu por conta das sanções, entre a Venezuela e o Irã, e que também alimenta essa retórica do Trump de que a Venezuela tem ligação com movimentos terroristas.

Como se dá essa relação?
O Irã é uma economia sancionada. A Venezuela é uma economia sancionada. E diante desses constrangimentos comerciais, eles buscaram estabelecer parcerias que são verdadeiros escambos: trocam um produto pelo outro. E houve também uma parceria na indústria petroquímica, já que o Irã tem bastante tecnologia que serve para suprir a ausência das empresas norte-americanas que não têm suas licenças autorizadas pelo governo Trump para continuar operando na Venezuela. O Irã ocupou esse espaço e isso está explicitado na estratégia de segurança nacional dos EUA.

A questão da retomada da nacionalização do petróleo pelo Chaves, depois de um período com certa abertura para as empresas norte-americanas, também está considerada nesta estratégia?
Não há dúvida. Porque boa parte do que era a elite venezuelana antes do chavismo também faz parte da elite petroleira, pessoas que governavam o país e tinha controle na indústria do petróleo. E muitas dessas pessoas foram, inclusive, essa primeira diáspora; saíram do país logo quando o Chaves é eleito e começa a promover as mudanças no setor. Não são essas pessoas que migraram dez, quinze anos depois em razão da crise econômica. Foram migrantes que saíram com muitos recursos e foram para os EUA ou para a Espanha. Daí vai surgir esse grupo que vai fazer oposição de fora do país. Nos EUA, boa parte deles na Flórida, onde fui fazer pesquisa. Para eles, houve um retrocesso, porque nos anos 1970 houve a nacionalização do petróleo, com monopólio 100% estatal; aí vem a crise, no final dos anos 1980 e o mesmo governo que nacionalizou (presidente Carlos Andrés Peres) abriu o mercado para as empresas estrangeiras e reverteu a nacionalização. Então, quando Hugo Chaves é eleito, vem com essa plataforma de resgatar alguns preceitos da nacionalização – não é nos mesmos termos, menos radical. A lei dos hidrocarbonetos permite a participação de empresas estrangeiras, mas em conjunto com a PDVEZA, na operação de exploração. É menos radical que a dos anos 1970, mas é suficiente para gerar um caldeirão, dentro e fora do país. O que acontece é que, quando são colocado as sanções, principalmente depois de 2017, em 2020, eles aprovam uma lei na Assembleia antibloqueio, que flexibiliza a lei de hidrocarbonetos para atrair o capital privado novamente, porque o Estado está quebrado. É uma economia altamente dependente do Estado, que se consolida assim ainda no século 20, antes do chavismo, Hugo Chaves aprofunda essa característica (setor importador e exportador dependente), a Venezuela não produz alimentos, o que agrava a situação já ruim por causa das sanções. Então a lei antibloqueio realmente atrai algumas empresas estrangeiras, Mas por que empresas norte-americanas não vão? Porque o governo norte-americano não permite que elas atuem na Venezuela.

Agora, os EUA dizem que estão salvando a Venezuela.
É interessante, porque, de fato, a Venezuela chegou a um ponto em que a venda de petróleo para a Rússia e a China se dá abaixo do valor de mercado. É basicamente para conseguir manter a estrutura funcionando e abaixo do que poderia operar. Então, o discurso do Marco Rubio, por exemplo, é: agora estamos vendendo o petróleo venezuelano com preço de mercado; olha como os chavistas deixaram o povo pobre; estamos salvando a economia. Mas ele não coloca nessa equação que os EUA atuaram fortemente para destruir a economia venezuelana. Agora o discurso é de que eles estão reconstruindo, desfazendo parcerias que são desfavoráveis.

Aí vem a nova lei dos hidrocarbonetos, no início deste ano. Como está o clima com Delcy Rodriguez?
A nova lei foi um balde de água fria para aqueles que ainda tinham algum apreço pelo projeto de nacionalização. O clima no momento e logo após o ataque de 3 de janeiro, com o sequestro do Maduro, era de muita apreensão, medo. Falou-se de ataque cirúrgico, mas quem vivenciou as horas de bombardeio ainda está muito abalado; pessoas morreram, mais de 400 domicílios foram destruídos. Então, tem um impacto psicológico. Aos poucos, a situação foi se normalizando. A verdade e que o venezuelano médio foi se acostumando a viver de uma forma surreal e a maior parte deles está cansada, quer ter vida normal, independentemente das suas questões ideológicas. Alguns se resignam e aceitam a intervenção como uma chance de melhorar. Outros mantém o brio nacionalista, reconhecem erros do chavismo, mas também que os EUA prejudicou o país; agora querem roubar o petróleo. Um dos grandes anseios dos venezuelanos é que haja reajuste dos salários, porque muitas famílias vivem de remessas de moedas estrangeiras de familiares que migraram. As pessoas não estão ligadas nas grandes questões estratégicas, querem saber se essa situação vai trazer um retorno positivo para o agora, o dia a dia.

Quais as suas expectativas?
Está se produzindo um equilíbrio muito precário entre dois grupos políticos que têm visões muito distintas. Não se tem clareza sobre se houve ou não traição por parte da Delcy Rodrigues, ou por parte da cúpula militar. Tudo é muito nebulo e carece de transparência. Eu como pesquisadora sofro muito para ter acesso a dados. Até alguns anos atrás, era mais fácil obter informações. Há um clima de dúvidas. É importante ressaltar que todas essas pessoas que ficaram na cúpula sofrem sanções individuais. A União Europeia pensa em levantar essas sanções, o que leva a entender que o motivo das sanções não era real, porque foram justificadas por envolvimento com o narcotráfico, corrupção etc. E agora tudo isso desapareceu porque o Maduro foi capturado? Há dúvidas sobre se essa situação vai se sustentar por muito tempo. Eu tenho a impressão de que, para o Trump, essa movimentação internacional foi muito bem calculada para coincidir com um ano que ele sabe que será difícil, por conta das eleições de meio de mandato. Internamente, os EUA estão convulsionados pela questão da imigração e pelo aumento dos níveis de autoritarismo do governo Trump. Mas parece haver um mínimo consenso entre democratas, republicanos e população de que o mundo é um lugar melhor sem o Maduro no poder, ainda que se questione se quem ficou é melhor ou pior. Isso pode ser usado como um trunfo político. Há também um fato interno à Venezuela que é uma sensação de que houve algum alinhamento com os EUA: estabilização, reconstrução e depois transição política. As informações são que eles teriam tido 15 minutos ali, depois da confirmação do sequestro do Maduro. Ou seja, deve ter sido algo do tipo: ou colabora, ou acontece o mesmo com vocês. Diante dessa situação, o que as lideranças poderiam fazer de diferente? Eventualmente, um discurso um pouco mais crítico, mas a prática tem demonstrado total alinhamento com os EUA, deixando a transição para depois. Mantém a estrutura de poder por algum tempo (a gente não sabe por quanto tempo), restabelece as exportações para os EUA, a chegada de recursos em dólar vai mudar a economia Venezuela e vai trazer resultado num curtíssimo prazo – não se sabe até que ponto e sustentável. A dúvida é com relação à questão política, a terceira etapa: como será e quanto tempo vai demorar.

A mineração também é um setor importante?
A mineração acabou se tornando um setor mais importante do que era antes, justamente por causa das sanções econômicas. A Venezuela percebeu que ela não podia depender somente do petróleo, nessa situação de estrangulamento. Se tornou uma válvula de escape, o que também sedimentou uma aliança importante da Venezuela com a Turquia, que tem uma indústria importante de joias. E a Venezuela tem ouro, tem terras raras, é riquíssima em termos minerais. Isso gerou muitos conflitos internos, aumentou a repressão contra os indígenas e ambientalistas – boa parte desses recursos estão na Amazônia venezuelana e a gente sabe que os EUA não estão nem um pouco preocupados com preservação ambiental. Essa presença norte-americana deve aprofundar ainda mais essa política extrativista. Isso só vai tornar a Venezuela um país ainda mais dependente do mercado internacional.

Como fica a relação Venezuela-Brasil e no âmbito da América latina?
A Venezuela foi se tornando um elemento de polarização de todas as sociedades latino-americanas. O Nicolás Maduro é uma das lideranças mais mal avaliadas na região – já era assim com Chaves e piorou com Maduro. Politicamente é um tema que divide e, inclusive, constrange o governo Lula em várias ocasiões. A Venezuela é um desafio para a política externa do governo Lula atual, porque ele sempre foi associado como simpatizante à revolução bolivariana. É um tema que divide a esquerda na América Latina. O Boric, que está para sair da presidência no Chile, fez críticas muito duras ao governo venezuelano. A própria Michelle Bachellet, quando estava à frente do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, fez relatórios importantes sobre a situação na Venezuela. O Pepe Mujica também era um crítico do autoritarismo que a Venezuela apresentava. É um tema que, inevitavelmente, vai influenciar as eleições, porque as pessoas acham que a Venezuela era um problema, ainda que não concorde com a forma com que o Trump agiu. O Brasil já estava em uma situação difícil desde as eleições de 2024, quando o Celso Amorim, que foi acompanhar as votações, saiu de Caracas quase que como persona non grata. Saiu com sensação de derrota, porque o Brasil tinha uma expectativa de normalização democrática para recolocar a Venezuela nos organismos regionais, como o Mercosul. Essa recolocação ajudaria a fortalecer a política externa brasileira. Por outro lado, acho que, principalmente Lula e Petros estão muito preocupados com o futuro, porque são governos que podem se tornar alvos de sanções – o Brasil já foi alvo de sanções do governo Trump. É uma situação que deixa a América Latina um pouco mais vulnerável.



Fonte: Jornal Da Orla

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