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Estoques mundiais de soja não refletem realidade do mercado, diz Sartori



Problema está no marco temporal utilizado para medir os estoques globais



Foto: Divulgação

A divulgação de que os estoques mundiais de soja estariam em alta não reflete a realidade do mercado global, segundo avaliação do diretor da Brasoja, Antônio Sartori. A metodologia adotada para o cálculo dos estoques gera uma interpretação distorcida da oferta e da demanda da oleaginosa.

De acordo com Antônio Sartori, o problema está no marco temporal utilizado para medir os estoques globais. Atualmente, os números são consolidados com base em 30 de agosto, data que marca o encerramento do ano agrícola dos Estados Unidos. “Esse critério não representa o mercado mundial. Ele reflete apenas o fim do ciclo norte-americano, ignorando o peso crescente da América do Sul na produção global”, afirma.

Sartori destaca que Brasil, Argentina e Paraguai produzem juntos mais de 240 milhões de toneladas de soja, volume superior ao dos Estados Unidos, que não alcançam 120 milhões de toneladas. “Quando se usa o fim do ano agrícola americano como referência, cria-se a falsa percepção de que os estoques estão aumentando, quando, na prática, o que existe é soja disponível antes da entrada da nova safra sul-americana”, explica.

Ele ainda reitera que, como 31 de dezembro ou 30 de janeiro seriam mais adequadas para uma leitura mais fiel da realidade do mercado, por antecederem o período de colheita mais intensa no Brasil, na Argentina e no Uruguai. “Do jeito que está, essa metodologia acaba gerando desinformação e prejudica a análise correta da situação global da soja”, ressalta Sartori.

Segundo o diretor, os estoques mundiais não estão, de fato, em trajetória de alta estrutural. “O que está aumentando é a existência de soja em 30 de agosto, resultado direto do crescimento contínuo da produção na América do Sul, enquanto os Estados Unidos permanecem praticamente estagnados”, conclui.





Fonte: AGROLINK

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