A colheita da soja avança de forma desigual pelo país, enquanto problemas climáticos e gargalos logísticos influenciam preços e margens dos produtores. Levantamento da TF Agroeconômica aponta perdas, pressão sobre armazenagem e oscilações nas cotações em diferentes estados.
No Rio Grande do Sul, o Alto Uruguai enfrenta perdas estimadas entre 20% e 30% em relação à média de 58 sacas por hectare, reflexo do estresse hídrico na fase final do ciclo, conforme alerta regional da Emater/RS. A colheita começou de forma pontual, com menos de 1% da área, mantendo o estado em estágio inicial enquanto outras regiões avançam. O frete para Rio Grande sai a R$ 125,00 por tonelada desde Passo Fundo e o porto registra R$ 130,00. No interior, Ijuí opera a R$ 119,82, Cruz Alta e Passo Fundo a R$ 118,10 e Santa Rosa a R$ 118,00.
Em Santa Catarina, a colheita alcança 1,5% da área, com lavouras em bom estado vegetativo. Palma Sola é cotada a R$ 118,00 e o porto de São Francisco a R$ 126,50. O estado mantém acompanhamento diário de preços e integração com o complexo agroindustrial, sustentando a demanda interna.
O Paraná atinge 20% da área colhida, avanço de seis pontos percentuais na semana, com 88% das lavouras restantes em boas condições. O calor acima de 30°C no Oeste e Sudoeste preocupa produtores. Cascavel registra R$ 120,00, Maringá R$ 121,00 e Ponta Grossa R$ 121,50. O frete de Cascavel a Paranaguá é de R$ 40,00 por saca, com filas para descarregamento em cooperativas.
No Mato Grosso do Sul, 7% da área foi colhida, sob estresse térmico no Sul do estado. Dourados opera a R$ 110,00, Campo Grande a R$ 108,50 e Maracaju a R$ 109,00. A logística ferroviária lotada para Santos eleva custos rodoviários e a armazenagem já pressiona produtores.
O Mato Grosso confirma 40% da área colhida e enfrenta déficit de armazenagem estimado em 47 milhões de toneladas. O frete de Sorriso a Paranaguá está em R$ 320,00 por tonelada, enquanto os preços variam entre R$ 100,20 em Sorriso e R$ 108,20 em Rondonópolis.
Fonte: AGROLINK


