A Embrapa Milho e Sorgo foi homenageada pelos seus 50 anos pela Câmara Municipal de Sete Lagoas. A sessão solene, com entrega de moções, de autoria da vereadora Heloísa Frois, foi realizada na noite da última quarta-feira, dia 18 de março, no Plenário Deputado Wilson Tanure da Casa Legislativa. “Quem me conhece, sabe que sou movida a emoção. E realmente para mim a Embrapa Milho e Sorgo é motivo de uma emoção muito positiva para a nossa cidade, para a nossa região e valorizo demais o trabalho de todos vocês. Então a homenagem foi de coração mesmo”, afirmou a vereadora Heloísa Frois.
A vereadora, em seu discurso, contextualizou a importância da Embrapa na evolução da agropecuária no Brasil e reconheceu o trabalho da Unidade instalada em Sete Lagoas nesses últimos 50 anos. “A Embrapa Milho e Sorgo acompanhou e impulsionou uma verdadeira transformação da agricultura brasileira. A produção de milho no País cresceu de forma expressiva e o sorgo ganhou espaço como alternativa estratégica, resultado direto de investimentos em ciência, tecnologia e inovação”, disse. Ainda nas palavras da vereadora, a Unidade tornou-se protagonista no desenvolvimento de cultivares, sistemas de produção sustentáveis e tecnologias que impulsionaram a produtividade do milho e do sorgo, fortalecendo o agronegócio nacional e promovendo a inclusão, o aumento de renda e promovendo o desenvolvimento social.
“Enquanto minha missão, vocês podem ter certeza absoluta que eu vou levar o nome da Embrapa para onde eu for, com o maior orgulho do mundo, porque isso faz meu coração se alegrar, faz meus olhos se reluzirem e faz o que eu fiz aqui hoje, que é trazer o meu maior orgulho em forma de moção para todos os empregados da Embrapa”, concluiu. O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia Frederico Botelho, representando o chefe-geral Vinícius Guimarães que se encontra em missão internacional pela Embrapa, registrou os agradecimentos à iniciativa da vereadora Heloísa Frois. “A realização desse evento é uma reflexão de estreita relação de parceria e confiança que a vereadora mantém com a nossa Instituição, demonstrando seu compromisso contínuo com a ciência e com o desenvolvimento tecnológico que emana da nossa Unidade para todo o Brasil”, afirmou.
Botelho fez um histórico a partir da criação da Embrapa, em 1973, da instalação da Embrapa Milho e Sorgo, em 1976, até a posição que o Brasil ocupa hoje na conjuntura de produção de alimentos. “O trabalho realizado em solo sete-lagoano transformou a realidade do País e do mundo. Superamos desafios, provamos que os solos dos Cerrados, antes vistos como improdutivos, poderiam sustentar uma agricultura forte. Geramos resultados expressivos. Em meio século, a produção nacional de milho saltou de 19 milhões para 130 milhões de toneladas, enquanto o sorgo cresceu de 400 mil para cinco milhões de toneladas. Fazemos ciência com propósito. Tecnologias desenvolvidas aqui ajudaram a transformar o Cerrado em um dos maiores celeiros agrícolas do planeta, como cultivares de milho e de sorgo mais produtivas, práticas de maneiras sustentáveis do solo, as barraginhas, dentre outras”, reforçou o chefe de Transferência.
Em relação ao futuro, Frederico Botelho reforçou a responsabilidade que a Embrapa tem em conduzir uma agricultura focada em sustentabilidade. “Se os primeiros 50 anos foram marcados por vencer a escassez, os próximos 50 anos serão dedicados a liderar a agricultura sustentável e regenerativa, focando na saúde do solo e na baixa pegada de carbono. Essa trajetória é uma construção coletiva que une o poder público, representado aqui por esta Casa, e pela parceria da vereadora Heloísa Frois, com a iniciativa privada e também com a academia. Agradecemos a todos os funcionários da Embrapa, que aqui estão representados, pesquisadores, técnicos, analistas, assistentes que dedicam suas vidas para garantir que a ciência saia do laboratório e chegue até o campo. Que esse aniversário seja o início de um novo capítulo de inovação. Vida longa para a Embrapa. Vida longa para Sete Lagoas”, finalizou.
Pesquisador aposentado prestigia cerimônia
O pesquisador aposentado da Embrapa Milho e Sorgo Morethson Resende se deslocou da região de Viçosa, na Zona da Mata mineira, para prestigiar a homenagem concedida à Embrapa Milho e Sorgo. “A pesquisa tem uma singularidade que a torna gratificante. Eu me lembro quando a gente trabalhava, não importava se fosse sábado, domingo, não importava se ficássemos até mais tarde, se chegássemos mais cedo, se era feriado… a gente era meio fanático (risos) e ainda somos até hoje. O pesquisador é um tipo de gente diferente… é uma pessoa que está gerando ciência, que está olhando qual resultado vai acontecer. Então, mais uma vez obrigado pelo convite e pelo reconhecimento”, disse o então pesquisador que atuava na área de Irrigação, aposentado em 2007.
Fonte: AGROLINK


