Os estivadores continuam o movimento contra o Projeto de Lei (PL) 733, que tramita na Câmara Federal, em Brasília (DF), e é visto como substituto da Lei dos Portos (2013), mas também uma brecha para a “quebra a exclusividades da categoria da estiva” nas atividades portuárias. Nesta quarta-feira (1), a categoria organizou mais um dia de greve, como tem ocorrido semanalmente, com manifestação em frente à sede da Autoridade Portuária de Santos (APS), caminhada até a Prefeitura de Santos, na Praça Mauá (Centro), onde lideranças se reuniram com o secretário municipal de Governo, Fábio Ferraz.
“Ele informou que o prefeito Rogério Santos (Republicanos) marcou reunião com a gente para o dia 14, com a presença do deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSD)”, afirma Bruno Santos, presidente do Sindicato dos Estivadores (Sindestiva).
Com as paralisações pontuais, os estivadores buscam apoio de lideranças políticas locais e regionais para reforçarem sua luta por manutenção dos direitos. Em recente decisão, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a redução do tempo da paralisação de 24 para 12 horas. “Essa medida impacta diretamente a força do nosso movimento e exige, agora mais do que nunca, união, consciência e participação ativa de toda a categoria. A luta pela manutenção dos nossos direitos, pela valorização do trabalhador portuário e contra qualquer tentativa de enfraquecimento da nossa organização continua firme”, diz comunicado divulgado nas redes sociais do Sindestiva.
O PL 733 é de 2025, “dispõe sobre o Sistema Portuário Brasileiro, regula a exploração dos portos, as atividades de operação portuária, o trabalho portuário e dá outras providências”. De autoria do deputado federal Leur Lomanto Júnior (União-BA), o PL está desde julho de 2025 em análise da Comissão Especial constituída para dar o parecer à proposta.
Fonte: Jornal Da Orla


