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Em ato pelas Malvinas, Milei reivindica soberania sobre as ilhas


O presidente da Argentina, Javier Milei, participou nesta quinta-feira (2) de um ato que lembrou os 44 anos do início da Guerra das Malvinas (conflito que durou apenas dois meses, com derrota dos argentinos para o Reino Unido) e voltou a reivindicar soberania de Buenos Aires sobre o arquipélago, um território ultramarino britânico.

“Quero reafirmar nosso direito ao pleno exercício da soberania sobre as Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Ilhas Sandwich do Sul e as áreas marítimas circundantes”, disse Milei em discurso na Praça San Martín, na capital argentina.

“O conflito do Atlântico Sul de 1982 não alterou a natureza jurídica desta disputa, que continua sendo reconhecida pelas Nações Unidas como uma situação colonial especial e particular que deve ser resolvida por meio de um diálogo maduro e sincero entre a Argentina e o Reino Unido”, acrescentou o presidente, segundo informações do site Infobae.

Milei se disse grato pelo “apoio reiterado e pelas declarações em favor da questão das Ilhas Malvinas no âmbito do Comitê Especial das Nações Unidas sobre Colonização, da Organização dos Estados Americanos [OEA] e do Mercosul, entre outros fóruns”, alegando que tal respaldo “reafirma a legitimidade de nossa reivindicação e acompanha o apelo da Argentina para avançarmos rumo a uma solução pacífica e definitiva”.

O presidente argentino afirmou que pretende realizar uma homenagem especial aos veteranos da Guerra das Malvinas em 2027, quando o conflito completará 45 anos, e melhorias na remuneração e nos benefícios dos militares do país.

“Estamos cientes de que há uma dívida na questão salarial das Forças Armadas. Um país que busca ser protagonista no cenário global precisa de forças bem remuneradas e bem equipadas, à altura das demandas do contexto global”, afirmou.

Milei disse também que destinará 10% da receita tributária proveniente das privatizações à compra de armamentos e bens de capital “para fortalecer nosso sistema de defesa nacional”.

Ele acrescentou que o que chamou de “reconstrução das Forças Armadas” deve “transcender toda ideologia política e fazer parte de um processo sustentado, de acordo com o interesse nacional. Em outras palavras, deve ser uma política de Estado”.

A reinvindicação argentina pelas Malvinas talvez seja o único ponto em que Milei e a oposição peronista concordam, mas a incorporação por Buenos Aires é rejeitada pela população local: em um referendo realizado em 2013 com habitantes do arquipélago, 99,8% dos moradores disseram que preferiam que fosse mantido o status de território ultramarino britânico.



Fonte: Revista Oeste

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