O rapper canadense Drake obteve uma vitória na Justiça norte-americana no processo que move contra a Universal Music Group (UMG) e o músico Kendrick Lamar. A juíza Jeanette Vargas, de Nova York, autorizou o time jurídico do artista a acessar documentos e contratos da gravadora como parte da fase da ação por difamação, incluindo os termos relacionados à faixa “Not Like Us”, lançada por Kendrick em 2024.
A música, que rendeu cinco prêmios Grammy e foi tocada durante o Super Bowl, inclui trechos em que Drake é chamado de pedófilo e acusado de maltratar a ex-tenista Serena Williams. O canadense alega que essas afirmações são falsas e ofensivas, caracterizando difamação. Segundo o processo, a gravadora “aprovou, publicou e lançou uma campanha para criar um hit viral a partir de uma faixa de rap com a intenção de transmitir a alegação factual específica, inconfundível e falsa”.
O advogado de Drake, Michael Gottlieb, falou sobre a decisão:
“Agora é hora de ver o que a UMG (Universal Music Group) estava tentando esconder tão desesperadamente.”
Drake iniciou o processo em janeiro deste ano, e alegou que a Universal promoveu a faixa de forma deliberada, inclusive com o apoio do Spotify para aumentar artificialmente os números de streaming. A gravadora rebateu dizendo que o artista está “processando por ter perdido uma batalha de rap” e pediu a anulação da ação.
“Em vez de aceitar a derrota como o artista despreocupado que costuma dizer ser, ele processou sua própria gravadora em uma tentativa equivocada de curar suas feridas”, diz o texto da UMG.
“A queixa do autor é totalmente sem mérito e deve ser rejeitada com preconceito.”
Com a decisão desta semana, a equipe do rapper poderá solicitar todos os contratos firmados entre Lamar e a gravadora, além de documentos sobre remunerações, bônus e planos de incentivo de executivos da Interscope, selo ligado à UMG. A audiência sobre o pedido de anulação está marcada para 30 de junho.
Fonte: rollingstone.com.br