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Desemprego em 2025 atinge mínima histórica em 19 estados e DF


A taxa de desemprego no Brasil atingiu em 2025 o menor nível da série histórica em 19 estados e no Distrito Federal, fechando o ano em 5,6%, uma queda de 1 ponto percentual em relação a 2024. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados pelo IBGE nesta sexta (20) mostram, ainda, que o quarto trimestre consolidou a tendência de baixa, com índice de 5,1%.

O recuo foi puxado pelo avanço do mercado de trabalho e pelo aumento do rendimento real, mas especialistas alertam para fragilidades estruturais que permanecem no país.

“A mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais”, afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa.

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Apesar do resultado positivo no cenário nacional, estados do Nordeste ainda concentram as maiores taxas de desemprego, com destaque para Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%). Na outra ponta, Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%) registraram os menores índices, evidenciando desigualdade regional.

Ao todo, 20 unidades da federação alcançaram o menor nível de desocupação já registrado pela pesquisa, incluindo São Paulo (5,0%), Minas Gerais (4,6%) e Paraná (3,6%). O resultado reforça uma tendência de melhora disseminada, ainda que em ritmos diferentes entre as regiões.

Mesmo com a queda do desemprego, o país ainda enfrenta altos níveis de subutilização da força de trabalho, que atingiu 14,5% em 2025. Estados como Piauí (31,0%), Alagoas (26,8%) e Bahia (26,8%) lideram esse indicador, refletindo dificuldades na geração de empregos de qualidade.

Alta informalidade

A informalidade segue como outro desafio relevante, alcançando 38,1% da população ocupada no ano. Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%) apresentam os maiores índices, enquanto Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%) têm os menores.

O rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.560 em 2025, com destaque para o Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Já os menores rendimentos foram registrados no Maranhão (R$ 2.228) e na Bahia (R$ 2.284), mantendo o padrão de desigualdade regional.

Outro dado relevante mostra que caiu o número de brasileiros que buscam emprego há mais de dois anos, com redução de 19,6% em relação a 2024. Também houve queda entre aqueles que procuram trabalho há menos de um mês, indicando melhora gradual na absorção da mão de obra.



Fonte: Gazeta do Povo

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