A ampliação do seguro rural e a diversificação das fontes de financiamento foram temas centrais do debate “Diálogo Seguros, Crédito e Agronegócio: proteção rural e novos instrumentos de financiamento”, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio em parceria com a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento e a Confederação Nacional das Seguradoras. O encontro foi realizado em 8 de abril, em Brasília, e reuniu representantes do setor financeiro e do agronegócio para discutir mecanismos voltados à redução de riscos e à ampliação do acesso ao crédito no campo.
Durante coletiva de imprensa realizada no evento, as entidades apresentaram perspectivas para o seguro rural em 2026 e propostas voltadas ao fortalecimento do sistema de proteção da atividade agrícola.
Entre os pontos apresentados pela CNseg está a necessidade de ampliar a previsibilidade do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. Segundo a entidade, a proposta prevê a adoção de um orçamento plurianual, crescente e protegido de contingenciamentos, além da integração do seguro rural ao Plano Safra e às políticas fiscal e climática. De acordo com a confederação, a iniciativa também inclui a possibilidade de condicionar parte do crédito rural e de auxílios públicos à contratação de seguro, com o objetivo de fortalecer a gestão de riscos e reduzir a dependência de medidas emergenciais.
Outra proposta trata da ampliação da cobertura para pequenos e médios produtores. A CNseg defende a expansão do PSR para alcançar mais de 50% desse público, com metas progressivas e priorização de cultivos e regiões considerados estratégicos. A entidade também propõe incentivar a migração do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária e criar indicadores de cobertura por região e atividade.
As sugestões incluem ainda medidas voltadas ao desenvolvimento regional do seguro agrícola. Entre elas, está o estímulo à criação de programas estaduais integrados ao PSR, com subvenções combinadas entre governos federal e estaduais. Segundo a CNseg, a proposta prevê vincular incentivos federais à existência de iniciativas locais, com o objetivo de ampliar a coordenação nacional e promover a expansão regional do seguro.
A entidade também propôs a modernização do Proagro, com revisão do público-alvo e priorização da agricultura familiar. Entre as medidas sugeridas estão o aprimoramento do monitoramento de riscos, o fortalecimento da proteção contra eventos climáticos e a separação entre crédito e regulação de sinistros. A confederação defende ainda maior transparência e alinhamento do programa às soluções disponíveis no mercado.
Outro ponto apresentado no debate trata da redução do custo do crédito rural por meio do seguro. Segundo a CNseg, a proposta prevê o reconhecimento do seguro rural como instrumento para reduzir juros e exigências de provisão, além da possibilidade de criação de produtos padronizados entre bancos e seguradoras. A entidade também propõe o alinhamento de parâmetros com o Banco Central do Brasil para diminuir taxas e custos do financiamento no setor agropecuário.
Fonte: AGROLINK


