O número reforça a mudança de cenário em relação ao mesmo período do ano passado
Agrolink
– Leonardo Gottems
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O número reforça a mudança de cenário em relação ao mesmo período do ano passado – Foto: USDA
A elevação dos custos de produção do milho para a segunda safra ampliou a pressão sobre o planejamento do produtor e mudou o tom das discussões no campo. Segundo análise de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, com base em dados da Agrinvest Commodities para Mato Grosso, o gasto com defensivos e fertilizantes no milho de alta tecnologia chegou a 76,4 sacas por hectare na Safrinha 27.
O número reforça a mudança de cenário em relação ao mesmo período do ano passado, quando o debate estava mais concentrado nas tomadas de decisão para o milho safrinha seguinte. Agora, a avaliação é de que a composição dos custos pesa mais e exige acompanhamento de perto. Na comparação com a Safrinha 26, quando esse desembolso estava em 58,4 sacas por hectare, a alta foi de 30,8%. O patamar atual também supera com folga a média dos últimos quatro anos, calculada em 53,6 sacas por hectare.
Pelas informações apresentadas, o defensivo subiu, mas ainda permanece dentro de um padrão histórico. O maior problema está no fertilizante, apontado como principal fator de pressão sobre a conta da lavoura. E essa conta não termina aí. O custo do milho ainda inclui sementes e todo o operacional necessário para a condução da cultura, o que torna a relação entre preço e despesa ainda mais sensível.
Com o valor atual do cereal frente ao custo de produção, a tendência é de discussões mais fortes sobre a viabilidade da segunda safra. No Mato Grosso, essa análise ganha outro peso porque o produtor também considera a conta do algodão no momento de definir sua estratégia. Ainda há um longo caminho até a consolidação do próximo ciclo, mas o avanço dos insumos já impõe um novo nível de atenção sobre a safrinha.
Fonte: AGROLINK


