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Crise do petróleo abre janela inesperada no agro



Apesar do potencial, o cenário ainda apresenta desafios



Apesar do potencial, o cenário ainda apresenta desafios – Foto: Pixabay

A recente escalada nos preços dos combustíveis reacendeu o debate sobre alternativas energéticas e seus impactos no setor agropecuário. Segundo análise da Veeries, o avanço dos biocombustíveis ganha relevância em meio às incertezas provocadas pelo cenário internacional.

Na semana passada, a revista The Economist classificou os biocombustíveis brasileiros como uma espécie de trunfo diante da alta do petróleo associada à guerra no Irã. A avaliação reforça uma percepção que já vinha sendo antecipada pela Veeries desde o início do conflito, ao apontar o etanol e o biodiesel como elementos estratégicos em um ambiente marcado por pressões sobre custos e margens no campo.

Apesar do potencial, o cenário ainda apresenta desafios. O mesmo contexto que favorece os biocombustíveis também pressiona os produtores com a elevação dos preços de fertilizantes e um aperto adicional na rentabilidade. Esse ambiente já começa a gerar reflexos nas projeções para a safra 2026/27, que devem ser detalhadas em atualização prevista para o início de abril.

Há também entraves regulatórios que limitam o avanço imediato desse mercado. A elevação da mistura de biodiesel no diesel comercializado no país, prevista para março, ainda não foi autorizada. Ao mesmo tempo, o estudo para ampliar a participação do etanol na gasolina para até 35% foi iniciado, mas deve levar cerca de três anos até sua conclusão.

No cenário internacional, a avaliação das lavouras argentinas indica um quadro mais positivo do que o refletido nas estimativas atuais. Após visitas às principais regiões produtoras, a percepção é de que soja e milho apresentam desempenho superior ao da safra anterior, ainda não capturado integralmente pelos dados oficiais.

 





Fonte: AGROLINK

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