A crise ganhou intensidade a partir de novembro de 2025
Agrolink
– Leonardo Gottems
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A crise ganhou intensidade a partir de novembro de 2025 – Foto: Pixabay
O pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor evidencia um fenômeno cada vez mais presente em grandes reestruturações empresariais no país: companhias com atividade operacional preservada, mas incapazes de resistir a um colapso abrupto de liquidez provocado pela perda de confiança e pela corrida simultânea de credores. A ruptura, nesse contexto, não decorre da inviabilidade do negócio, mas da velocidade com que o caixa se esgota diante de pressões concentradas.
A crise ganhou intensidade a partir de novembro de 2025, quando fatores externos alteraram a percepção de risco e ampliaram a instabilidade reputacional. A reação do mercado foi marcada por pedidos simultâneos de retirada de recursos, movimento típico de cenários de estresse, que gerou uma pressão difícil de absorver mesmo para um grupo de grande porte.
Segundo o advogado Aislan Campos Rocco, especialista em Falência e Recuperação de Empresas, o caso chama atenção por evidenciar que a ruptura não está necessariamente ligada à ausência de receitas ou à inviabilidade do negócio. “Cada vez mais, vemos grupos estruturados sucumbirem não por falta de operação, mas porque não dispõem de tempo para reagir quando a confiança se rompe e a liquidez desaparece de forma abrupta”, afirma.
As solicitações de retirada somaram cerca de R$ 1,15 bilhão, com aproximadamente R$ 672 milhões pagos e um saldo estimado em R$ 477 milhões. A situação foi agravada pela multiplicação de ações judiciais e medidas de constrição patrimonial, que reduziram a previsibilidade financeira e ampliaram a instabilidade.
Nesse cenário, a recuperação judicial surge como instrumento para centralizar o conflito, interromper a corrida desordenada e permitir a reorganização do passivo sob regras coletivas, criando condições para uma solução economicamente viável.
Fonte: AGROLINK


