O coração tem razões que a própria razão desconhece, célebre frase de Blaise Pascal, que serviu parte do clássico samba-canção Aos pés da cruz, de Marino Pinto e Zé da Silva, eterna música consagrada na voz de Orlando Silva, permanecendo até os dias atuais.
O coração em nosso corpo funciona como uma bomba, que trabalha, movendo o sangue por todo o corpo humano, distribuindo oxigênio e nutrientes e recolhendo gás carbônico, podemos considerar, como o músculo mais importante do nosso corpo, em relação aos outros.
Para os poetas, é uma fonte de inspiração de um amor platônico, ou na atual conjuntura, ainda existem pessoas dignas, com um coração apaixonado e acelerado, demonstrando um amor sincero e aberto, para a formação de uma união de compreensão e companheirismo.
Há 58 anos, Euryclides de Jesus Zerbini, realizou o primeiro transplante de coração, sendo o primeiro no Brasil e América do Sul, foi considerado o quinto melhor médico do mundo, dando novas chances de vida a muitos pacientes, uma nova sobrevida concedida com o milagre da medicina.
No mundo virtual, pelos celulares, os emojis, ao demonstrar um coração, podemos dizer, que se tornou universal, uma atitude, talvez tímida de demonstrar seu amor, paixão, romance e afeição profunda, que seus dedos podem demonstrar, em um simples gesto manual, e o coração aparece.
Porém, em pleno século XXI, temos também, alguns seres humanos, que possuem coração de pedra, pensando somente em si, desprezando seu semelhante em um momento de dificuldade ou uma tragédia, esquecendo dos princípios cristãos, que todos somos semelhantes a imagem de Deus.
Na rotina da vida das pessoas, com seus problemas sociais, econômicos, que observamos diariamente, sem contar as tragédias da guerra, os feminicídios, agora quase que frequente, não há um coração que suporte tantos fatos negativos em nossas vidas, aumentando consideravelmente, devido ao termino de um relacionamento, motivado por várias causas.
Inclusive, outros fatores, também consegue acelerar o nosso coração, observar as misérias dos aflitos e as desigualdades sociais, sem contar o fraco desempenho do meu Santos F.C. e da nossa Seleção Brasileira, e agora prestar contas ao leão do Imposto de renda, aumentando mais os riscos de uma taquicardia, e a procura de um cardiologista, para tratar de um pobre coração que quase não bate, apenas apanha.
Fonte: Jornal Da Orla


