A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a bandeira tarifária permanecerá no patamar verde em abril, sem a cobrança de uma taxa extra nas contas de luz dos brasileiros. A medida prolonga o cenário de alívio no bolso do consumidor observado desde o início do ano.
A decisão foi tomada com base no bom volume de chuvas registrado ao longo de março, que elevou os níveis dos reservatórios das hidrelétricas e assegurou condições favoráveis para a geração de energia. Com isso, o sistema elétrico segue operando com menor dependência das usinas termelétricas, que têm custo de produção mais alto e impactam diretamente a tarifa final.
“A bandeira verde está vigorando desde janeiro, com o regime de chuvas em patamar favorável no primeiro trimestre. A situação permite que não seja necessário o acionamento mais intenso de termelétricas, que apresentam custo mais elevado”, disse a agência em nota em um comunicado na última semana.
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O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 e funciona como um indicativo transparente do custo real da energia elétrica no país para o consumidor. A classificação varia entre verde, amarela e vermelha, levando em consideração fatores como a disponibilidade de água nos reservatórios, a participação de fontes renováveis e a necessidade de uso de geração térmica.
Mesmo com o cenário positivo, a Aneel reforçou a necessidade de uso consciente da energia elétrica por parte da população. Segundo a agência, evitar desperdícios é fundamental para manter o equilíbrio do sistema e garantir a sustentabilidade do setor no longo prazo.
Quando uma bandeira tarifária extra é aplicada, como a amarela ou a vermelha em dois patamares, os valores cobrados a mais variam de acordo com o custo da geração de energia.
Na bandeira amarela, acionada em condições menos favoráveis de geração, o consumidor paga um acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos. Já na bandeira vermelha patamar 1, o custo adicional sobe para R$ 4,46 a cada 100 kWh.
No nível mais alto, a bandeira vermelha patamar 2, utilizada em momentos de maior pressão no sistema elétrico, o adicional chega a R$ 7,87 a cada 100 kWh consumidos. Esse é o estágio mais oneroso e indica forte dependência de usinas termelétricas, que encarecem significativamente a conta de luz.
Fonte: Gazeta do Povo


