PUBLICIDADE

Conselho da Paz de Trump defende valores judaico-cristãos


O presidente da Argentina, Javier Milei, disse nesta quarta-feira (28) que o Conselho da Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá como objetivo defender e impulsionar os valores judaico-cristãos e unir países que acreditam na liberdade diante do que classificou como “forças da tirania”. A declaração foi feita durante um ato oficial em Buenos Aires sobre o Dia Internacional em Memória do Holocausto.

Segundo Milei, a criação do órgão representa um passo central para a formação de uma nova articulação internacional voltada à promoção da paz.

“Hoje o mundo começou a recuperar a retomar o equilíbrio, com o apoio fundamental do presidente Trump e dos Estados Unidos”, afirmou o presidente argentino, ao destacar que a iniciativa busca garantir a paz global com base em valores do Ocidente.

Em sua fala, o mandatário argentino afirmou que a iniciativa surge para fazer frente a uma “loucura que já está cobrando uma magnitude preocupante”.

Milei também defendeu a união entre países e lideranças alinhados à liberdade. Segundo ele, “a melhor forma de combater o mal organizado é por meio do bem organizado”, razão pela qual considerou necessário que nações e governos que compartilham esses princípios atuem de forma coordenada contra regimes autoritários.

Milei afirmou ainda que o Ocidente enfrenta um processo de enfraquecimento institucional. Conforme declarou no evento, parte das instituições estaria “capturada por ideólogos de esquerda”, o que, em sua avaliação, contribuiu para a perda de referências morais e políticas nos últimos anos.

O Conselho da Paz, criado por Trump com o objetivo de mediar conflitos internacionais, começando pela guerra entre Israel e o Hamas, divulgou nesta semana, em sua conta oficial na rede X, a lista de 26 países membros fundadores. Segundo a Casa Branca, ao menos 35 chefes de Estado e de Governo, incluindo Milei, já aceitaram participar do organismo.

De acordo com informações divulgadas pelo governo americano, a iniciativa pretende supervisionar a implementação de um plano de 20 pontos apresentado por Trump para buscar o fim do conflito em Gaza. A proposta, no entanto, enfrenta resistência de grandes potências e da maioria dos países europeus, que avaliam que o novo órgão pode enfraquecer o papel da Organização das Nações Unidas (ONU).

Entre os países fundadores estão nações do Oriente Médio e da Ásia Ocidental, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Jordânia e Turquia; além de países da Ásia Central e do Sudeste Asiático, como Cazaquistão, Uzbequistão, Indonésia e Vietnã. Da América Latina, aderiram Argentina, El Salvador e Paraguai, enquanto Egito e Marrocos representam o norte da África.



Fonte: Revista Oeste

Leia mais

PUBLICIDADE