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como Brasília tenta frear CPMI do Master


No programa Última Análise desta quarta-feira (05) os comentaristas falaram sobre os obstáculos que a CPMI do Banco Master passou a enfrentar. Após requerimento, protocolado nesta terça-feira (3) pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), a comissão enfrenta resistência, tanto no Legislativo, quanto no Judiciário. Assim, um dos maiores escândalos da República ainda carece de investigações.

“Em um dia a gente comemora que a CPMI alcançou as assinaturas e será instalada. No outro, parece que a comissão nasceu morta. Assim, o que antes era uma esperança de justiça, parece que virou um cadáver insepulto que o STF, Lula e o Centrão tentam enterrar”, criticou o ex-procurador Deltan Dallagnol.

O discurso da oposição, a favor da instalação da comissão, tem esbarrado em resistências que vão além da simples coleta de assinaturas. Um dos principais desafios está no próprio comando do Legislativo. A instalação da CPMI depende de decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

O escritor Francisco Escorsim, porém, não crê que essa estratégia vá funcionar. “Na verdade, as tentativas de atrasar a investigação, e de desviar a atenção dela, chama mais a atenção para o caso. Quase todo dia sai uma manchete nova”, ele explica.

Judiciário se articula

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), usou seu voto, ontem, em julgamento de resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para mandar uma série de indiretas sobre os desdobramentos do inquérito do Banco Master. Ele reclamou que “muitas pessoas querem prejudicar” o STF, pois dizem que a Corte “autorizou os magistrados a julgarem casos em que seus parentes são advogados”.

“O que a gente vê é uma falta de decoro. Os fatos estão na mesa e era uma obrigação moral de Moraes se justificar. Mas, mesmo com tudo divulgado, ele não dá satisfação séria e ainda tenta dar justificativas, como se não houvesse nenhuma suspeita”, afirma Escorsim.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a sexta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.



Fonte: Revista Oeste

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