O monitoramento realizado em eventos esportivos por meio do programa Muralha Paulista para identificar e prender foragidos da Justiça começou a funcionar neste domingo (15) na Vila Belmiro, em Santos e já apresentou resultados. A tecnologia que usa imagens de reconhecimento facial e cruza com dados do Banco Nacional de Mandados de Prisão passou a operar no jogo entre Santos e Corinthians, pelo Campeonato Brasileiro.
Nessa partida, com auxílio do Muralha Paulista, três homens foram presos, sendo dois por cumprimento de mandado por pensão alimentícia e um por roubos nos estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.
A parceria firmada entre a Secretaria da Segurança Pública e o Peixe permitiu identificação de ingressos comprados por cambistas, uso de documentos falsos ou de terceiros, mandados de prisão em aberto ou descumprimento de ordens judiciais e sanções impostas pelo Estatuto do Torcedor. O sistema também faz o reconhecimento de pessoas desaparecidas. Caso alguém possua alguma dessas irregularidades, o acesso ao evento é bloqueado e a Polícia Militar realiza a abordagem.
Desde a implementação do programa Muralha Paulista nos estádios em São Paulo, mais de 2,1 milhões de pessoas foram fiscalizadas em 105 partidas, com 130 casos de descumprimento de medidas cautelares notificados e 282 foragidos da Justiça capturados.
A Vila Belmiro é mais um estádio de São Paulo a contar com o Muralha Paulista. A tecnologia já funciona em estádios como o do Palmeiras, do Corinthians, na Arena Barueri e no José Maria Campos Maia, em Mirassol.
NA REGIÃO
Em outubro do ano passado, o Muralha Paulista ajudou a aumentar em 27% o número de foragidos capturados na Baixada Santista. Foram 337 prisões ou apreensões de infratores, a segunda maior marca em 25 anos. Em janeiro deste ano, foram 429 detenções.
Somando os nove municípios da região, Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente, são cerca de 1,8 mil câmeras e sensores instalados para reduzir a mobilidade criminal e impedir a fuga dos criminosos.
Fonte: Jornal Da Orla


