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Com colheita acelerada e demanda fraca, soja desvaloriza no Brasil



Soja inicia 2026 em queda com câmbio desfavorável e expectativa de safra cheia



Foto: United Soybean Board

Os preços da soja em grão encerraram janeiro em retração no Brasil, pressionados por uma combinação de fatores que inclui o avanço da colheita, a valorização do real frente ao dólar e a demanda interna enfraquecida. O cenário preocupa produtores e analistas, especialmente diante das incertezas climáticas no Sul do país.

De acordo com análise do Cepea, a perspectiva de uma safra recorde no Brasil tem contribuído para a pressão sobre os preços da soja. A oferta abundante se soma à valorização da moeda brasileira, que reduz a atratividade da soja nacional frente à norte-americana no mercado internacional, afastando importadores.

Esse movimento cambial tende a impactar diretamente a rentabilidade dos produtores brasileiros. “Com o real mais forte, o prêmio de exportação perde atratividade, tornando a soja dos Estados Unidos mais competitiva”, explicam os analistas do Cepea.

No campo, os trabalhos de colheita seguem em ritmo gradual. Até 24 de janeiro, 6,6% da área nacional havia sido colhida, segundo a Conab — desempenho superior aos 3,2% registrados no mesmo período da safra passada. O estado de Mato Grosso lidera com 19,7% da área já colhida, frente a 3,6% em igual período de 2025.

Apesar do avanço, há preocupação em regiões do Sul, onde o solo ainda apresenta níveis de umidade abaixo do ideal, principalmente em lavouras implantadas tardiamente. Essa condição pode comprometer o enchimento de grãos e o potencial produtivo. Previsões meteorológicas indicam possibilidade de chuvas mais generalizadas nos próximos dias, o que pode aliviar o estresse hídrico e recuperar parte das lavouras afetadas.

A conjunção de alta oferta, câmbio desfavorável e clima adverso em algumas regiões cria um ambiente de cautela no setor. Para os próximos meses, a recuperação dos preços dependerá da confirmação das chuvas no Sul e da retomada da demanda — interna e externa.

 





Fonte: AGROLINK

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