De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar, a cultura do arroz no Rio Grande do Sul avança para a fase final do ciclo, com progresso gradual da colheita. Ainda assim, predominam lavouras nas fases de granação e maturação.
Segundo a entidade, as condições meteorológicas registradas no período contribuíram para o andamento dos trabalhos no campo. A alternância entre instabilidades e dias ensolarados favoreceu a redução da umidade dos grãos e permitiu maior intensificação das operações de colheita. A elevada radiação solar observada ao longo de janeiro e fevereiro também colaborou para o enchimento dos grãos e para a consolidação do potencial produtivo das lavouras.
Em áreas implantadas mais tardiamente, que ainda se encontram em floração, as temperaturas próximas ou inferiores a 10 °C e episódios de calor intenso associados à baixa umidade relativa do ar podem ter provocado esterilidade de flores e falhas na granação. Apesar desses registros pontuais, o quadro geral da produção é considerado dentro da normalidade. De acordo com a Emater/RS-Ascar, há expectativa de safra cheia nas principais regiões produtoras. A disponibilidade hídrica nos sistemas irrigados é considerada satisfatória, com manejo contínuo da lâmina d’água e redução gradual da demanda à medida que as lavouras se aproximam da maturação plena.
A área cultivada no estado é estimada em 891.908 hectares, conforme dados do IRGA. A produtividade média projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.752 quilos por hectare.
Na região administrativa de Bagé, o período começou com instabilidade climática, mas a partir de 26 de fevereiro houve predominância de tempo firme, o que favoreceu o início das atividades de colheita. Na Fronteira Oeste, municípios como Alegrete, Maçambará e Rosário do Sul já colheram cerca de 5% da área cultivada. Na Campanha, em Dom Pedrito, a colheita deve começar nos próximos dias. Já as lavouras implantadas em dezembro permanecem em floração e podem ter sido afetadas pelas baixas temperaturas registradas no período, com mínimas próximas de 10 °C em diversos municípios e 8,8 °C em Hulha Negra.
Na região administrativa de Pelotas, 54% das lavouras estão em granação, 30% em maturação, 10% já foram colhidas, 3% permanecem em florescimento e 2% em desenvolvimento vegetativo. A expectativa é de intensificação da colheita ao longo de março. O desenvolvimento das plantas é considerado adequado para a época, influenciado pela elevada radiação solar registrada durante o verão.
Na região de Santa Maria, a colheita alcança 10% da área, enquanto cerca de 40% das lavouras estão em maturação. As projeções indicam safra cheia, especialmente em áreas conduzidas com manejo adequado de irrigação.
Na região de Santa Rosa, as lavouras encontram-se em fases reprodutivas e de maturação, apresentando comportamento fisiológico considerado estável. As chuvas recentes reforçaram a disponibilidade de água para os sistemas irrigados, embora a demanda esteja diminuindo com a proximidade do encerramento do ciclo.
Já na região de Soledade, 45% dos talhões estão em enchimento de grãos, 40% em maturação e 15% em colheita. A radiação solar elevada contribuiu para o desenvolvimento das lavouras. Por outro lado, picos de temperatura combinados com baixa umidade relativa do ar podem causar esterilidade de flores e falhas nas panículas. A disponibilidade de água em reservatórios e mananciais é considerada suficiente para manter a irrigação até o final do ciclo, enquanto o monitoramento fitossanitário se concentra no controle de percevejos e brusone, com intervenções quando necessárias.
Fonte: AGROLINK


