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Chuvas elevam perdas e pressionam mercado da laranja



Umidade excessiva comprometeu a qualidade das fruta



Foto: Pixabay

As condições climáticas desfavoráveis registradas ao longo de janeiro impactaram a citricultura no estado de São Paulo, especialmente o segmento de laranjas destinadas ao consumo in natura. De acordo com informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o excesso de chuvas nos pomares provocou aumento na incidência de doenças fúngicas e podridões, o que resultou na queda prematura dos frutos e afetou significativamente sua conservação.

Esse cenário reduziu a disponibilidade de frutas com padrão adequado para comercialização no mercado de mesa. Como resultado, mesmo com a oferta elevada característica do período, a pressão sobre os preços se intensificou. Isso porque parte dos frutos antes destinados à indústria precisou ser redirecionada, ainda que em condições inferiores de qualidade, ampliando a concorrência entre os canais de venda.

Ainda segundo o Cepea, o setor industrial também tem enfrentado limitações no recebimento de laranjas pelo mercado spot, ou seja, fora de contratos pré-estabelecidos. As indústrias processadoras, em sua maioria, seguem focadas na colheita de pomares próprios e no cumprimento de contratos já firmados, reduzindo a demanda por fruta de terceiros nesse momento.

O impacto das chuvas vai além da desvalorização da fruta no mercado de mesa. A elevação das perdas compromete a rentabilidade do produtor e pode afetar a oferta futura, dependendo da evolução do clima e da recuperação dos pomares. A situação reforça a vulnerabilidade da citricultura às variações climáticas e a necessidade de medidas preventivas no manejo fitossanitário.

A instabilidade climática e suas consequências levantam alertas para o restante da safra. As condições de armazenamento, transporte e comercialização da fruta ganham ainda mais relevância nesse contexto, exigindo atenção redobrada dos citricultores e da cadeia logística. Segundo o Cepea, o setor deve seguir atento à evolução das condições meteorológicas e ao comportamento da indústria nos próximos meses, uma vez que as decisões de compra e o volume processado influenciam diretamente a remuneração dos produtores e o equilíbrio do mercado.





Fonte: AGROLINK

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