Buscando mudar a própria realidade, Celma da Silva Buquim apostou no esporte como fio condutor para largar os velhos hábitos. Fumante desde os 14 anos, Celminha decidiu que trocaria o cigarro pelos tênis de corrida aos 50 anos. Natural de São Vicente, ela começou sua jornada esportiva no Ginásio Dondinho, no Catiapoã.
“Comecei a praticar esporte com uns 30 anos. Eu fumava muito e queria parar. Fumava muito mesmo e isso me fazia mal, né?! Eu tinha falta de ar, sempre tinha um problema respiratório, me cansava muito para fazer as atividades, estava com as unhas amarelas por causa da nicotina”, conta. “Tive um problema de arritmia que me deixou afastada do esporte por um ano e isso juntou com a depressão porque eu não podia fazer as atividades. Busquei os exames, procurei melhorar para poder voltar a treinar e, assim que melhorei, já iniciei o tratamento para largar o cigarro”.
Aconselhada por médicos e apoiada pelas amizades, Celminha virou a chave de vez após ser convidada para correr uma prova de 5km em Praia Grande. “Eu não conseguia correr por causa do cigarro. Então fui ao médico e ele me disse: ‘Para a senhora poder correr, precisa parar de fumar’. Fiquei determinada a parar de vez. Foi difícil, tinham noites que eu não conseguia dormir pela falta do cigarro. Sofri muito por um ano. Mas, com paciência e determinação, consegui largar”, relembra.
Totalmente entregue ao esporte e liberta do cigarro, ela agradece aos profissionais da Prefeitura de São Vicente pelo apoio. Hoje ela pratica, além da corrida, ginástica localizada, funcional e pilates. Tudo no Dondinho. “Esporte é muito bom. É o melhor remédio para a gente. A cada ano que passa, eu melhoro mais, graças aos profissionais, aos professores. Sou muito grata por ser quem eu sou hoje, livre do cigarro”.
Nova Rotina
Dessa forma, Celma iniciou uma nova vida, transformada através do acesso facilitado ao esporte. Hoje, com 58 anos, ela acorda as 5h para treinar na Orla de São Vicente todos os dias, durante a semana, ela também realiza atividades no complexo da prefeitura e destaca o profissionalismo das professoras Iris e Beth, de ginástica e pilates, e também as professoras Áurea e Iride, Patrícia, Luciana, Priscila e Tiago Cesário.
“No começo eu caminhava. Fiz minha primeira corrida, de 5Km e passei um pouco mal por causa do cigarro. Mas adorei. Já corri São Silvestre 15km, participo todo ano das provas d’A Tribuna, Maria dos Remédios, Corrida do Papai Noel, enfim são várias corridas que eu participo. E eu também adoro fazer ginástica, faço muita coisa na praia também: alongamento, ginástica, funcional… E o pessoal pega pesado lá, mas é muito bom”, relata.
E ela aconselha as mulheres a seguir pelo caminho do esporte. “A mulherada tem que ser assim. Não pode ficar sentada no sofá vendo TV, tem que buscar a saúde, fazer atividade física. Isso é pensar a gente, para quando chegarmos nos 70, 80 anos, não dependermos de ninguém. A idade não é nada, eu tenho 58, comecei com 30 e quero ir até os 80, 90, até quando Deus permitir que eu continue correndo e me exercitando”, afirma.

Crédito: Arquivo Pessoal
Apoio
O esporte transforma a vida não só de quem o pratica, mas também de quem está ao seu redor. Celminha fala sobre o apoio que recebe da família e como retribui isso, incentivando os entes a também cuidar da saúde. “A família me deu maior força e dão até hoje. Ficam orgulhosos de me ver no esporte e eu os incentivo, meus filhos, meus netos a também entrarem no esporte. Eles brincam que a vovó não faz crochê, faz ginástica, as amigas das minhas netas me chamam de Celminha da Ginástica. Eles têm muito orgulho de eu ter me livrado de tudo graças ao esporte. Sou uma nova pessoa”, finaliza.
Fonte: Jornal Da Orla


