O ex-presidente do Banco Central (BC) Roberto Campos Neto descartou a possibilidade de voltar ao cargo ou a qualquer outro no setor público caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou outro candidato de direita vença as eleições de 2026.
“Desde que eu estava no Banco Central circulava [esta especulação], circulou uma época com o Tarcísio, continua circulando. Eu acabei de aceitar um desafio no Nubank, estou no Nubank há oito meses. […] Não está no radar [voltar a Brasília]”, afirmou, em entrevista à CNN Brasil a ser divulgada na próxima segunda-feira (23).
Campos Neto assumiu a gestão deixada por Ilan Goldfajn, indicado pelo então presidente Michel Temer (MDB). Seu mandato iniciou em 2019 e terminou em 2024, quando Gabriel Galípolo passou a liderar a instituição.
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As articulações em torno da chapa de Flávio passam pela inclusão, na equipe econômica do possível novo governo, do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, defende que o nome seja formalizado e anunciado, mas não há, ainda, uma decisão por parte do senador.
Flávio já conta com o auxílio do ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Gustavo Montezano e do ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida para a criação da agenda econômica.
O mandato de Galípolo termina em 2028, quando o Senado Federal deverá sabatinar o novo nome escolhido pelo futuro presidente. O atual presidente do BC recebeu 66 votos favoráveis e cinco votos contrários na votação do Senado. Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), a aprovação foi unânime.
Campos Neto aproveitou a entrevista para elogiar o Nubank. Para ele, a empresa se destaca por promover a inclusão de pessoas no sistema bancário ao mesmo tempo em que consegue ampliar sua capitalização.
Fonte: Gazeta do Povo


