As importações brasileiras de fertilizantes atingiram 45,5 milhões de toneladas em 2025, superando as 44,28 milhões de toneladas registradas em 2024 e estabelecendo um “novo recorde da série histórica”. Os dados constam no Boletim Logístico | Ano IX – janeiro/2026, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta sexta-feira (23).
Segundo a Conab, o resultado “reforça um cenário positivo para a agricultura nacional”, ao indicar maior disposição dos produtores para ampliar a área plantada de grãos e elevar a produtividade das lavouras. Ao longo de 2025, o avanço nas aquisições já sinalizava confiança do setor produtivo nas perspectivas da safra, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo de fertilizantes no país.
O volume consolidado de entrada pelos principais terminais portuários também sustentou expectativas favoráveis para a produção agrícola. Somados os recebimentos nos portos de Paranaguá, Santos e do Arco Norte, o total importado em 2025 alcançou 45,50 milhões de toneladas, frente a 44,28 milhões de toneladas em 2024, o que representa acréscimo de 1,22 milhão de toneladas, ou 2,68%.
O Porto de Paranaguá manteve-se como principal canal de entrada de fertilizantes importados, com 10,89 milhões de toneladas internalizadas no período, volume próximo ao do ano anterior. Os portos do Arco Norte apresentaram crescimento, com movimentação de 8,27 milhões de toneladas em 2025, acima das 7,5 milhões de toneladas de 2024, evidenciando o fortalecimento logístico da região. Já o Porto de Santos recebeu 8,42 milhões de toneladas, ante 8,88 milhões de toneladas no exercício anterior.
No comércio exterior, o Brasil ampliou os embarques de milho, soja e farelo de soja em 2025, com crescimento dos volumes exportados e reconfiguração da logística portuária. As exportações das três commodities totalizaram 172,3 milhões de toneladas, aumento de 6,21%, o equivalente a 10,7 milhões de toneladas a mais que em 2024.
As exportações de milho em grãos somaram 40,9 milhões de toneladas até dezembro de 2025, acima do volume registrado no mesmo período do ano anterior. O Arco Norte respondeu por 39,3% do escoamento, enquanto o Porto de Santos concentrou 35,8% e o Porto de Paranaguá ampliou sua participação para 12,3%. Mato Grosso, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul foram os principais estados exportadores.
No caso da soja em grãos, os embarques acumulados até dezembro de 2025 alcançaram 108,1 milhões de toneladas, superando as 98,8 milhões de toneladas do ano anterior. O Arco Norte respondeu por 36,2% das exportações, seguido pelo Porto de Santos, com 32%, e pelo Porto do Rio Grande, com 8%. A origem das cargas concentrou-se, principalmente, em Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.
As exportações de farelo de soja totalizaram 23,3 milhões de toneladas entre janeiro e dezembro de 2025, levemente acima do volume do ano anterior. O Porto de Santos concentrou 43,2% dos embarques, seguido por Paranaguá, com 27,8%, e pelo Porto do Rio Grande, com 16,9%, com Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás figurando entre os principais estados de origem.
Fonte: AGROLINK


