As vendas externas dos Estados Unidos alcançaram o maior volume semanal da temporada
Agrolink
– Leonardo Gottems
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As vendas externas dos Estados Unidos alcançaram o maior volume semanal da temporada – Foto: Pixabay
O mercado da soja mantém comportamento cauteloso e sem definição clara de tendência, refletindo a convivência entre fatores de sustentação no curto prazo e uma oferta global elevada. Segundo análise da TF Agroeconômica, os contratos com vencimento em maio de 2026 encerraram a semana levemente positivos em Chicago, apoiados principalmente pelo bom desempenho das exportações americanas, pelas adversidades climáticas na Argentina e pela valorização do real frente ao dólar.
As vendas externas dos Estados Unidos alcançaram o maior volume semanal da temporada, com destaque para a participação chinesa, o que reforçou a percepção de demanda ainda ativa. Ao mesmo tempo, a falta de umidade e a previsão de temperaturas elevadas em regiões produtoras argentinas adicionaram prêmio climático às cotações. O câmbio também teve papel relevante, ao reduzir a competitividade da soja brasileira e diminuir a pressão vendedora no curto prazo.
Apesar desses estímulos, o avanço acelerado da colheita no Brasil segue como fator limitante para altas mais consistentes. Em estados como Mato Grosso, o ritmo supera a média histórica, com produtividades elevadas que sustentam a projeção de uma safra recorde próxima de 180 milhões de toneladas. Esse cenário amplia a oferta global e mantém pressão estrutural sobre os preços, somada ao fato de que o volume total exportado pelos Estados Unidos ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.
No aspecto técnico, o mercado opera em consolidação lateral, após correção da máxima recente, com recuperação a partir do suporte em US$ 10,40 por bushel e resistência em US$ 11,00. A posição atual no meio da banda indica equilíbrio entre compradores e vendedores, enquanto o aumento do volume sinaliza maior disputa no mercado. Diante desse quadro, a recomendação é aproveitar movimentos de alta em direção à resistência para realizar vendas, aguardando definições mais claras sobre o clima na Argentina e o ritmo efetivo das compras chinesas.
Fonte: AGROLINK


