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Alta inesperada sacode mercado de commodities



No mercado de trigo, os contratos registram valorização em Chicago



No mercado de trigo, os contratos registram valorização em Chicago – Foto: Pixabay

Os mercados internacionais de grãos iniciam o dia em alta nas bolsas norte-americanas, refletindo um ambiente de forte volatilidade influenciado por fatores geopolíticos, oscilações no mercado de energia e incertezas no comércio global. Segundo análise divulgada pela TF Agroeconômica, as tensões no Oriente Médio e na região do Mar Negro, somadas ao avanço do petróleo, seguem exercendo papel central na formação dos preços agrícolas.

No mercado de trigo, os contratos registram valorização em Chicago, impulsionados por movimentos de proteção dos investidores diante do cenário geopolítico e por preocupações climáticas nos Estados Unidos. A falta de umidade nas áreas produtoras de trigo de inverno e previsões de chuvas abaixo da média nas Grandes Planícies do Sul reforçam o suporte às cotações. Ao mesmo tempo, a valorização do dólar frente ao euro limita parte dos ganhos ao reduzir a competitividade do produto norte-americano. Na Argentina, a Bolsa de Comércio de Rosário elevou sua estimativa para a safra 2025/26, agora projetada em 29,5 milhões de toneladas.

A soja também apresenta alta em Chicago, em um cenário em que fatores macroeconômicos têm superado os fundamentos tradicionais do mercado agrícola. A retomada de ataques a navios no Estreito de Ormuz impulsionou o petróleo e ampliou a volatilidade nas commodities. O mercado acompanha ainda possíveis ajustes nos dados de produção no Brasil e novas tensões comerciais envolvendo embarques de soja para a China. Na Argentina, a projeção atual indica safra de 48 milhões de toneladas.

No milho, os preços avançam acompanhando o movimento do petróleo e as expectativas de maior demanda por biocombustíveis. O mercado também observa o impacto do aumento dos custos de insumos nas decisões de plantio nos Estados Unidos, enquanto a Bolsa de Rosário mantém a projeção de 62 milhões de toneladas para a safra argentina.

 





Fonte: AGROLINK

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