Esse potencial, no entanto, não é fixo
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– Leonardo Gottems
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Esse potencial, no entanto, não é fixo – Foto: Pixabay
A eficiência do solo no armazenamento e no fornecimento de nutrientes é um dos fatores que mais influenciam o desempenho das lavouras. As informações são de Ednângelo Duarte Pereira, Desenvolvedor Técnico de Mercado Pleno. Nesse contexto, a Capacidade de Troca de Cátions, a CTC, é vista como um dos principais indicadores para o manejo de alta produtividade, por representar a habilidade do solo em reter e disponibilizar nutrientes essenciais, como Cálcio, Magnésio, Potássio e Nitrogênio na forma de amônio.
Esse potencial, no entanto, não é fixo. Ele pode ser modulado por substâncias húmicas, que atuam como ferramenta estratégica no ambiente radicular ao promover ajustes químicos e físicos importantes para o melhor aproveitamento da fertilidade. Entre os principais mecanismos está a presença de grupos funcionais, como carboxilas e fenóis, que geram cargas negativas capazes de atrair nutrientes de carga positiva. Com isso, reduz-se a perda por lixiviação e aumenta-se a disponibilidade para absorção pelas plantas.
Dentro desse processo, os ácidos húmicos e os ácidos fúlvicos exercem funções diferentes e complementares. Os húmicos, de maior peso molecular, atuam principalmente na melhoria da estrutura física do solo e na estabilização da CTC no longo prazo. Já os fúlvicos, por serem menores e mais móveis, favorecem a complexação e o transporte eficiente de nutrientes até o sistema radicular.
A resposta dessas substâncias varia conforme a textura do solo. Em áreas arenosas, onde a CTC é naturalmente baixa e as perdas de nutrientes são maiores, o uso recorrente ajuda a ampliar a retenção e a formar uma reserva mais estável. Em solos argilosos, que já possuem CTC elevada, o foco está em reduzir a fixação de nutrientes e ampliar a eficiência do fertilizante aplicado.
Fonte: AGROLINK


