Olhar diferenciado
O deputado federal Delegado da Cunha (União) protocolou, na última quinta-feira, o Projeto de Lei 1.880/2026, que prevê a inclusão de profissionais da segurança privada no rol de categorias com direito à prisão especial, ou seja, em local separado por presos comuns, em casos de crimes relacionados ao exercício da função. Se aprovada, a medida pode alcançar mais de 500 mil vigilantes em todo o País, assim como milhares de bombeiros civis, técnicos, operadores, supervisores e gestores de segurança privada.
Correção de rota
Segundo o parlamentar, a proposta busca corrigir uma omissão do novo Estatuto da Segurança Privada (Lei 14.967/2024), que deixou de prever esse direito. “A nova legislação criou uma lacuna inexplicável, que expõe esses profissionais a riscos no sistema prisional comum”, justificou. A proposta foi um pleito apresentado pelo Conselho Nacional da Segurança Privada (Conasep).
Lei incompleta
Segundo o deputado, o Estatuto da Segurança Privada elenca oito incisos assegurando a atualização profissional, uniforme, porte de arma, equipamentos de proteção, seguro de vida, assistência jurídica, serviço autônomo de aprendizagem e piso salarial, “mas omite completamente o direito à prisão especial aos profissionais da segurança privada, que cotidianamente arriscam as suas vidas em serviço, na proteção da sociedade”.
Atividade de risco
Na justificativa, da Cunha destaca que a categoria atua diretamente no enfrentamento à criminalidade, o que aumenta o risco de represálias. “Esses profissionais são frequentemente alvos de criminosos que buscam se vingar ou intimidar aqueles que atuam como obstáculo a seus objetivos ilícitos”, frisou.
Luto
Morreu na tarde de ontem o ex-prefeito de Praia Grande Dorivaldo Loria Júnior, o Dozinho, que completaria hoje 86 anos. O ex-chefe do Executivo faleceu em decorrência de uma insuficiência renal. O velório ocorrerá a partir das 9 horas, no salão nobre da Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos. O sepultamento será no mesmo local, às 17 horas. O atual gestor municipal, Alberto Mourão (MDB), decretou luto oficial de sete dias.
Nos braços do povo
Em 1968, com apenas 28 anos de idade, Dozinho foi a primeira pessoa eleita para governar Praia Grande, que havia se emancipado de São Vicente no ano anterior. Filiado à Arena, ele foi uma das principais lideranças desse movimento iniciado em 1962. Pelo mesmo partido, foi reconduzido ao cargo para um segundo mandato (1977-1982). Em 1988, conquistou o terceiro mandato pelo PFL (atual União Brasil), governando a Cidade até dezembro de 1992.
Unidade por Praia Grande
Em uma das últimas conversas com este colunista, em novembro de 2020, na antevéspera do inédito segundo turno das eleições de Praia Grande, Dozinho disse que fazia questão de votar em Raquel Chini, que saiu vencedora naquela ocasião. No primeiro dele, disse ter apoiado Alexandre Cunha. Independente do resultado das urnas, o ex-prefeito destacou a importância da união da classe política para garantir o desenvolvimento da Cidade.
Despedida de um ídolo
O Brasil se despediu ontem de um dos maiores nomes do basquete mundial. O ex-ala da seleção brasileira Oscar Schimdt, de 68 anos, morreu ao sofrer uma parada cardiorrespiratória, após lutar por mais de dez anos contra um câncer no cérebro. Apelidado de Mão Santa, o ex-atleta é o maior cestinha da história da modalidade, com 49.737 pontos, e nos Jogos Olímpicos (1.093 pontos em cinco participações consecutivas entre 1980 e 1996).
Tentativa frustrada
Oscar também se aventurou na política, mas não conseguiu repetir o sucesso das quadras. Em 1997, assumiu a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação da capital paulista, durante a gestão do prefeito Celso Pitta. No início do ano seguinte, deixou o cargo para se candidatar a senador em São Paulo pelo PPB (atual PP), partido do candidato a governador Paulo Maluf. Com uma campanha de marketing muito bem produzida, ele cresceu muito nas intenções de voto, chegando a ameaçar a reeleição de Eduardo Suplicy (PT). No entanto, o petista confirmou o favoritismo e venceu a disputa.
Preferência regional
Na Baixada Santista, o desempenho de Oscar Schmidt nas urnas foi expressivo. Com exceção de Santos e Cubatão, ele foi o candidato mais votado nas demais cidades da região.
Decisão vergonhosa
Em entrevista concedida ontem ao Jornal Enfoque, da Boqnews TV, o advogado da ex-deputada federal paulista Carla Zambelli (PL), Fábio Pagnozzi, classificou como “esdrúxula” a recente decisão da Corte de Apelação de Roma, na Itália, favorável à extradição da ex-parlamentar solicitada pelo governo brasileiro, após ter sido condenada por porte ilegal de arma de fogo, enquanto perseguia um homem nas ruas de São Paulo na véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Estado emocional abalado
O defensor explicou, ainda, que Carla está “muito decepcionada e triste” com a postura da Justiça local, pois imaginava que teria uma análise mais técnica sobre o caso por ter cidadania italiana. Ele mencionou que a ex-deputada está morando em uma casa alugada com o marido, mas está sem passaporte e sem trabalho.
Fonte: BS9


