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Neto de Rául Castro tentou entregar carta a Trump para negociar


Uma reportagem publicada nesta quinta-feira (16) pelo The Wall Street Journal informou que Raúl Rodríguez Castro, neto e principal assessor do ex-ditador cubano Raúl Castro (2008-2018), teria tentado entregar uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para iniciar negociações em meio a ameaças da Casa Branca de realizar uma operação militar na ilha caribenha.

De acordo com o WSJ, embora a tentativa de comunicação tenha ocorrido fora dos canais diplomáticos regulares, a carta tinha formato semelhante a uma nota diplomática e continha um selo oficial cubano. O jornal americano citou como fontes um funcionário e um ex-funcionário do governo dos EUA.

Segundo essas fontes, a mensagem extraoficial a Trump propunha acordos econômicos e de investimentos e o alívio das sanções e alertava que o regime cubano estava se preparando para uma incursão americana.

Porém, a pessoa por meio da qual Rodríguez Castro pretendia entregar a mensagem — Roberto Carlos Chamizo González, empresário cubano do ramo de aluguel de carros de luxo e turismo de alto padrão — foi mandada de volta para Havana, depois que um agente da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglês) o parou no aeroporto de Miami e apreendeu a carta.

A Casa Branca não confirmou se recebeu a carta; não se sabe por que o mensageiro foi retido no aeroporto.

No final de janeiro, Trump anunciou a aplicação de uma tarifa a países que exportarem petróleo para Cuba, alegando que a ilha comunista convida “adversários perigosos dos Estados Unidos” a instalar no seu território “bases militares e de inteligência sofisticadas que ameaçam diretamente a segurança nacional” americana.

Países que enviavam a commodity para o regime castrista, como o México, interromperam as exportações devido à taxa. Esse bloqueio, aliado ao veto americano a envios de petróleo venezuelano para Cuba desde a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, agravou a crise energética na ilha, que vem sofrendo apagões diários. Porém, em março, Trump permitiu entregas pontuais de petróleo russo.

Trump vem afirmando que “Cuba será a próxima”, após as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã. “Cuba é uma nação em colapso. Vamos levar a cabo essa iniciativa [operação no país], e é possível que façamos uma parada em Cuba uma vez que tenhamos concluído isso [a guerra no Irã]”, disse Trump esta semana a jornalistas na Casa Branca.

Na quarta-feira (15), o jornal USA Today informou que o Pentágono está intensificando o planejamento militar para uma possível operação em Cuba.



Fonte: Revista Oeste

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